10 anos de Bienal Internacional de Gravura do Douro


Começa no dia 10 de agosto a 10ª Bienal Internacional de Gravura do Douro 2020, com uma exposição de homenagem a Silvestre Pestana, poeta, artista plástico e performer, no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, no ano em que o Museu também comemora 10 anos. 

Este evento terminará a 31 de outubro e terá 16 exposições, conferências e oficinas, contará com a participação de 625 artistas oriundos de 64 países e com a exposição de 1300 obras em 10 localidades do norte de Portugal, sendo a região do Douro uma das mais contempladas. O Museu do Douro é uma das instituições que tem apoiado a Bienal do Douro, desde a sua origem. “Ter no Douro a bienal da gravura, desde que se iniciou este ciclo, foi dar possibilidade de uma abertura do Douro a novas perspetivas e a manifestações de arte diferenciadoras, em que as obras de grandes artistas como, Antoni Tàpies, Gil Teixeira Lopes, Nadir Afonso, David de Almeida, Bartolomeu do Santos, Júlio Pomar, José de Guimarães entre muitos, foram dadas a conhecer”, refere o diretor do Museu do Douro. Fernando Seara, vai mais longe e deixa um desafio: “Talvez fizesse sentido perspetivar um espaço, uma coleção, que possa permanecer no Douro, garantindo que um maior número de pessoas possa ter acesso a uma forma de arte tão pouco divulgada no nosso país.” 

Esta Bienal do Douro é a única de obra gráfica do país e representa a gravura tradicional bem como as renovadas tendências da gravura digital e dos novos media. 

Nuno Canelas, diretor e curador do evento, refere: “A Bienal do Douro tem vencido os desafios da interioridade, da crise económica, da crise cultural, da própria crise da gravura e tem sabido manter vivos os pressupostos da arte e a autonomia da gravura no contexto da arte contemporânea.” Para o organizador, “a evolução desde a sua origem em 2001, colocam-na hoje num patamar inimaginável a par das mais importantes Bienais do mundo.”

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