Aeródromo de Vila Real encerrado a aviões

A Câmara Municipal de Vila Real, entidade detentora do Aeródromo Municipal de Vila Real, informa que, por razões ponderosas de segurança que afetam a pista do aeródromo, irá, a partir de hoje, e por tempo indeterminado, encerrar a pista do aeródromo a aeronaves de asa fixa (aviões).

Esta decisão terá necessariamente implicações nas normais operações aéreas com aeronaves de asa fixa (aviões), particularmente nos voos comerciais, nomeadamente os desenvolvidos pela empresa Aerovip nas ligações aéreas entre Bragança-Vila Real-Viseu-Cascais-Portimão, mas também nas operações de combate a incêndios florestais com aeronaves de asa fixa que tinham como base esta infraestrutura.

Este encerramento não é extensível às aeronaves de asa rotativa (helicópteros), situação que não compromete o ataque inicial a incêndios florestais com o helicóptero estacionado no aeródromo de Vila Real, bem como o de outros helicópteros que necessitem de utilizar a infraestrutura para outras tipologias de operações (emergência médica, reforço no combate a incêndios florestais, voos comerciais, etc.).

A situação deve-se ao abatimento transversal de um sector central da pista, detetado já em julho de 2018 e, entretanto reparado, reparação que se revelou insuficiente face aos novos abatimentos registados de junho de 2019 até hoje, e que não são já possíveis de solucionar com uma intervenção ligeira como a desenvolvida em 2018.

A avaliação e ensaios técnicos efetuados por firmas independentes entretanto realizados comprovaram uma fragilidade estrutural do solo nessa área da pista que, com possibilidade de abate por falta de estrutura do solo que sustente o piso da pista devido à travessia transversal de uma linha de água em profundidade que ao longo dos anos tem erodido o solo nessa área, está a comprometer a sua segurança, razão primeira e suficiente para procedermos ao seu encerramento preventivo.

Atendendo aos motivos já referidos e que serão agora aprofundados com outros estudos e avaliações mais conclusivas, a solução para o problema revela-se complexa e onerosa. Todos os procedimentos inerentes à contratação pública de uma obra desta dimensão significam, desde já, que terão que passar meses até que a mesma chegue ao terreno. Este tempo, legalmente necessário para lançamento e conclusão de obras públicas, terá um impacto sobre a ligação aérea comercial atrás referida, que se poderá estender à disponibilidade local de meios de combate aéreo a fogos florestais.

Acresce que, sendo uma despesa avultada e não prevista no orçamento municipal, será necessário que o município procure, junto do governo central e das entidades estatais afetadas, uma solução financeira que permita a viabilização desta reparação no mais curto período de tempo possível. Até lá, procederemos ao encerramento da infraestrutura por tempo indeterminado, até à obtenção de toda a informação e soluções que permitam a adoção de ações, que definitivamente solucionem o grave problema detetado.

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