Agência Portuguesa do Ambiente dá luz verde a Estudo de Impacte Ambiental da Mina do Barroso

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deu luz verde ao Estudo de Impacte Ambiental do projeto da Mina do Barroso, promovido pela empresa britânica Savannha, que agora vai avançar para Consulta Pública.

A APA classificou hoje como conforme o Estudo de Impacte Ambiental do projeto da Mina do Barroso. Conclui-se, assim, mais uma etapa de um projeto com um investimento de 110 milhões de euros e criação de 215 empregos diretos e 500 a 600 indiretos, na região de Boticas.

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA), agora declarado conforme, detalha com pormenor como a exploração mineira será responsável, sustentável e com impacte reduzido, tal como os benefícios sociais, ambientais, económicos e demográficos que o projeto vai trazer à região e a Portugal. O EIA pormenoriza todos os aspetos da exploração e respetivos planos de intervenção, nomeadamente os que dizem respeito à preservação e recuperação da fauna e flora da região. 

“A Mina do Barroso apresenta-se como um exemplo de sustentabilidade e inovação no setor mineiro português, onde tudo foi estudado aprofundadamente e está projetado com o maior rigor, desde a gestão da água à utilização da energia. Todo o conceito de desenvolvimento teve por base a promoção da eficiência – energia, materiais, água – de forma a reduzir a pegada ambiental dos ciclos de vida de produtos de base mineral”, informou a empresa.

Após a declaração de conformidade, o próximo passo deste processo será a entrada do EIA em consulta pública, em data a determinar pela APA. A Consulta Pública é o procedimento integrado no âmbito da participação pública que visa a recolha de opiniões, sugestões e outros contributos de todos os interessados no Projeto da Mina do Barroso, sujeito a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA). Compete à Autoridade de AIA definir a metodologia de Consulta Pública e a sua forma de concretização.

O projeto prevê um investimento de mais de 15 milhões de eurosem medidas que para eliminar ou reduzir potenciais impactes sociais e ambientais. Fazem parte do EIA o Plano de Partilha de Benefícios e o Planos de Boa Vizinhança, que, segundo a empresa promotora do projeto, “trarão importantes mais valias para as comunidades locais”.

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