Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus quer levar “Centurium” a todos os alunos no próximo ano letivo

Quando a professora Anabela Coelho teve conhecimento do programa educativo Centurium e desafiou a direção do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus para avançar estava longe de imaginar o impacto que os jogos teriam na vida letiva. Passaram-se poucos meses e o Clube Centurium já está de portas abertas em quatro das escolas do agrupamento.

“Uma colega de Físico-Química da Escola Secundária São Pedro estava a fazer a formação Centurium, no início deste ano, e achei muito interessante a ideia de aproveitar os jogos ancestrais para criar dinâmicas novas em contexto de sala de aula”, contou a também professora de Físico-Química, que desafiou a diretora do agrupamento a abraçar este programa educativo. O projeto foi a Conselho Pedagógico e foi aprovado.

Entretanto, 11 professores de áreas tão distintas como a Físico-Química, o Inglês, a História, a Matemática e até do 1.º ciclo aceitaram o desafio e participaram na formação Centurium.

Com Clubes Centurium abertos na Escola do 3.º Ciclo/Secundário Morgado de Mateus, na EB2,3 Monsenhor Jerónimo do Amaral, na Escola Básica de Vila Real n.º 7 (Araucária) e na Escola Básica Abade de Mouçós, o objetivo agora é chegar à Escola Básica do Douro, às crianças do pré-escolar e aos alunos de educação especial. “Queremos replicar os jogos em todo o agrupamento, temos professores que também gostavam de ter estas dinâmicas, por isso, queremos repetir a oficina de formação para incluir mais professores e chegar efetivamente a todos, nomeadamente ao pré-escolar, à educação especial e a todas as disciplinas”, assumiu Anabela Coelho.

A professora, que também é responsável pela disciplina de Cidadania, começou a introduzir os jogos em contexto de sala de aula no 7.º ano. “Os alunos estão muito entusiasmados. Notei logo que os meus alunos mais desinteressados da parte letiva são os que mais gostam de jogar e que até ganham aos outros”, confidenciou a professora.

Aproveitando este entusiasmo, Anabela Coelho fez “uma espécie de contrato” com os alunos. “Dou a minha aula durante uma hora e a meia hora restante é para eles jogarem e o que tenho notado é que os alunos que eram mais rebeldes e mais desinteressados estão atentos para no final conseguirem jogar”, contou a professora, referindo que “só por isso já valeu a pena”. Anabela Coelho explicou: “às vezes é muito difícil chegar a estes alunos que estão muitos desmotivados e desinteressados com a escola e aqui encontramos uma oportunidade, já que são jogos muito apelativos e como regras simples e fáceis de jogar”. Para a professora, a concentração, o saber estar, o dialogar com o parceiro e o saber ouvir são também outras das mais-valias do programa educativo.

Entretanto, os professores de educação especial já começaram a ter algumas sessões com o Jogo do Moinho e também foram abertas salas para os alunos jogarem. “Queremos, no próximo ano letivo, ter um calendário definido com mais professores envolvidos e com uma mancha horária contínua, sobretudo na hora de almoço, para os alunos jogarem”, sublinhou.

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