Vila Real: alunos do concelho com melhores notas nos exames nacionais


Na segunda-feira, dia 3 de agosto, foram divulgados os resultados dos exames nacionais, que, este ano, sofreram algumas alterações devido à pandemia da COVID-19. O Notícias de Vila Real dirigiu-se até às escolas secundárias da capital de distrito: Escola Secundária Liceu Camilo Castelo Branco, S. Pedro e Morgado de Mateus, para averiguar qual o balanço das classificações dos exames nacionais bem como a respetiva preparação para os mesmos ao longo da fase pandémica.

De facto, este ano letivo foi marcado pelas diversas readaptações provocadas pelo novo coronavírus, principalmente no que diz respeito à realização dos exames nacionais e ao ensino à distância. Na tentativa de apoiar os alunos face à situação que enfrentaram, foi decidido pelo Ministério da Educação que a avaliação dos exames nacionais seria diferente. “Nestes exames, era permitido que os alunos fizessem um número de questões maior do que aquele que iria ser contabilizado, no final, para efeitos de classificação. Portanto, eram consideradas apenas as respostas opcionais em que os estudantes tivessem melhor resultado. Além disso, os alunos só fizeram os exames que precisavam, como prova de acesso à entrada da universidade”, explicou Helena Correia, Diretora da Escola Secundária Liceu Camilo Castelo Branco.

Partilhando da mesma opinião, Carla Marina Aires Teixeira, Diretora da Escola Secundária Morgado de Mateus considerou “que este ano foi avaliado aquilo que os alunos sabiam e não houve tanto foco no conhecimento geral”. “A possibilidade de responder às questões que desejavam, melhorou os resultados dos exames, o que demonstra que existe uma quantidade considerável de conteúdos que os alunos têm conhecimento”, concluiu a responsável.
Rita Mendes, Diretora da Escola Secundária de S. Pedro, também considera que estas novas regras ao nível dos exames “influenciaram, de algum modo, os resultados dos exames nacionais”, o que resultou num aumento das médias de acesso ao ensino superior. “Penso que não havia outra solução, é verdade que talvez existissem outros caminhos, mas este foi o caminho escolhido pelo Ministério e a partir daí tivemos que respeitar”, concluiu, acrescentando que os alunos souberam aproveitar esta oportunidade.

“No geral os exames correram bem”


Ana Carolina e Diogo Alves Pires ambos de 16 anos, alunos do 11º ano, da Escola Secundária S. Pedro, afirmaram que “no geral os exames correram muito bem”. “Mesmo passando por diversos momentos de stresse, o facto de haver perguntas opcionais facilitou muito”, sustentaram os alunos que realizaram os exames de Biologia e Geologia e Física e Química para seguir, no futuro, formações em saúde.
Maria Vilela e Emília Ginja, alunas da Escola Secundária Liceu Camilo Castelo Branco, terminaram agora o 12º ano e garantem que “em comparação com o ano anterior, os exames foram muito mais simples. “Estudámos quase tanto ou igual e notou-se uma grande diferença”, frisaram.

Notícia completa na Edição nº723, já nas bancas.

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