Apresentado projeto do Centro de Atividades Ocupacionais e Lar Residencial em Montalegre

Foi apresentado publicamente, no auditório municipal de Montalegre, o projeto do futuro Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) e Lar Residencial da CERCIMONT (Cooperativa de Educação, Reabilitação, Capacitação e Inclusão de Montalegre, CRL) a instalar no loteamento da Veiga, situado na vila de Montalegre. Até 3 de dezembro, a luz verde é obtida caso os moradores assim o desejem. O projeto é direcionado para 30 utentes e promete dar emprego a 23 pessoas.

Orlando Alves, Presidente da Câmara de Montalegre, falou do facto de os moradores do bairro estarem contra a construção do lar neste local. “Os moradores apresentam como razão o facto de não terem sido informados e, dessa forma, dou-lhes alguma razão. Não passou pelo pensamento do executivo municipal que alguém manifestasse oposição a um projeto tão enriquecedor para a terra, para a comunidade barrosã e, sobretudo, para quem vive com o problema de lidar com pessoas que precisam de cuidados especialíssimos. São esses cuidados que a Cercimont está a prestar em condições precárias. Os moradores têm o direito de reclamar mas devem valorizar o aconchego que queremos dar a estas pessoas carenciadas. O prazo é curto e, por isso, tivemos necessidade de trabalhar esta reunião conjunta para podermos perceber e esclarecer. Fiquei satisfeito por entender que as pessoas saíram daqui com a vontade de possibilitar este projeto. Entretanto, os requerimentos contra o projeto deram entrada na Câmara e é necessário que as pessoas anulem essas ações porque existem prazos a cumprir”, referiu.

Por sua vez, Fernando Rodrigues, Presidente da Cercimont, falou das potencialidades do projeto e dos postos de trabalho que serão criados.
“Avançamos com este projeto para aquele espaço. Foi o que ficou decidido e que nos foi cedido. É sobre esta oportunidade que temos a possibilidade de apresentar uma candidatura ao programa PARES que pode vir a ter sucesso e que, para além da resposta social que é importantíssima, poderá ainda criar 23 postos de trabalho em Montalegre. Este lote está integrado num loteamento para equipamentos urbanos e é propriedade da Câmara de Montalegre. Os moradores têm interesses legítimos e que respeitamos. Estamos a mostrar aos moradores qual é o nosso projeto e a nossa intenção e o impacto do projeto, nomeadamente na resposta social, no emprego e na dinamização económica e social de Montalegre. Houve uma fase em que não havia informação e houve deturpação da realidade. Acredito que as pessoas, depois de terem visto o projeto, ficaram admiradas. É muito discreto e enquadra-se muito bem na envolvente. O seu funcionamento vai ser uma boa vizinhança. O apelo que deixo é que as pessoas devem ponderar e decidir em função da verdade e sem preconceitos”, sublinhou.

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