“Aprofundar as Raízes”: um século de catequese em Vila Real

Realizou-se no dia 12 de março a terceira sessão do ciclo de conferências das comemorações do centenário da Diocese de Vila Real e teve como tema “um século de catequese em Vila Real”.

A presente conferência foi transmitida em direto, às 21h00, pela plataforma digital Zoom, e pôde também ser visualizada pelo Facebook e pelo Youtube. Teve como moderadora a jornalista Olímpia Mairos e foi palestrante o padre Márcio Martins, actual diretor do secretariado diocesano da educação cristã (desde 2016). Nesta IIIª conferência do Ciclo “Aprofundar as Raízes”, o padre Márcio Martins tomou a palavra fazendo uma retrospectiva dos 99 anos da Diocese de Vila Real, dando a conhecer a história daquilo que foi a catequese até aos dias de hoje.

Começou por referir o papel dos dois primeiros bispos da Diocese nesta tarefa da catequese. Em primeiro lugar D. João Evangelista que, aquando das suas visitas pastorais, reconhecendo a falta de instrução catequética das crianças, promulga a 28 de janeiro de 1928 os estatutos da Associação Catequese de Vila Real e, no ano seguinte, promove um congresso da catequese. Depois D. António Valente da Fonseca que edita o Catecismo para uso na diocese e cria o secretariado diocesano da catequese.

Continuou com referências aos vários directores do Secretariado da Catequese, a começar pelo Mons. Feliz José Alves (1953-1968), continuando com o Mons. Manuel Mourão (1968-1974), o padre António Castro Fontes (1974-1998) e o padre Manuel Queirós (1998-2016), e ainda com testemunhos de alguns catequistas da Diocese.

“A catequese, tal como a liturgia, foi espelho e motor da mudança e renovação eclesial do século XX”, concluiu o padre Márcio Martins. Um caminho difícil, mas ao mesmo tempo gratificante. Muitas foram as dificuldades encontradas, mas com o empenho e dedicação e com a ajuda do Espírito Santo foram dando fruto.

O senhor bispo, D. António Augusto, encerrou o encontro, enaltecendo todo o trabalho realizado ao longo destes quase cem anos, pois permitiu “perceber melhor onde estamos, onde chegamos, para termos também uma consciência renovada do que há a fazer, os desafios do presente”. “O mais importante é fazer da catequese um encontro vivo com Jesus Cristo”, concluiu.

A próxima conferência está agendada para o dia 14 de maio, às 21h00, sobre o papel dos movimentos laicais na construção na diocese.

A Comissão do Centenário

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