Arquivo de Memórias pede estudo de impacte arqueológico da ponte pedonal na Vila Velha

A Associação Arquivo de Memórias pediu, ontem, à Câmara Municipal de Vila Real para promover um estudo de impacte da obra da ponte pedonal, na reserva arqueológica da Vila Velha.

Em comunicado, a associação defende que o estudo deve envolver “as entidades de natureza cultural e científica interessadas particularmente na defesa do Património” e ter por base “sondagens arqueológicas na área onde supostamente a ponte vai assentar, no sentido de, se o projeto for avante, minimizar o mais possível o seu impacte ao nível do património cultural e arqueológico do sítio onde Vila Real nasceu”.

No mesmo documento, a entidade recordou que, em 1995, aquando das obras que visavam construir um pavilhão desportivo em terrenos da Escola Camilo Castelo Branco, foram descobertas “inesperadamente” estruturas de dimensão monumental no subsolo. “Com o desaterro a esbarrar nos vestígios da muralha medieval, as obras foram interrompidas, o então IPPAR (hoje Direção-Geral do Património) foi chamado a intervir, realizando uma intervenção de emergência que «permitiu, de uma forma definitiva, confirmar a importância arqueológica da Vila Velha»”, pode ler-se no comunicado, no qual a associação reforça que “é muito grande a probabilidade de uma obra pública voltar a cruzar-se com um pano da muralha medieval. Desta vez o pano do lado nascente, parcialmente soterrado no século XIX com a construção do passeio público em volta do Cemitério de S. Dinis”.

Contactado pela agência Lusa, o vereador do pelouro do Ordenamento do Território e Urbanismo, Adriano Sousa, afirmou que o estudo prévio do projeto já foi aprovado pela Câmara Municipal e explicou que, a “fim de dar sequência às fases seguintes do projeto e a nele incorporar todos os pareceres e sugestões das entidades que, nos termos da lei, têm de se pronunciar, foram solicitados pareceres” a diversas entidades.

Entre elas estão a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Administração da Região Hidrográfica (ARH) e a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).

Recorde-se que este projeto está inserido no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), e que esta ponte pedonal terá cerca de 320 metros de extensão, ligando as zonas da Vila Velha e da Meia-Laranja.

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