Assinado protocolo para alojamento estudantil com unidades hoteleiras na UTAD

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) anunciou, esta segunda-feira, que hotéis, pousadas da juventude e unidades de alojamento local vão disponibilizar “mais 4.500 camas” para estudantes universitários. Este número resulta de uma cooperação estratégica com o setor do turismo, cujos protocolos foram assinados no início desta semana. Um deles foi assinado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), segunda-feira à tarde, aquando de uma cerimónia oficial em que estiveram presentes o Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, o Reitor da UTAD, o presidente da Associação Académica da UTAD e quatro entidades hoteleiras. “Este protocolo é o demonstrativo daquele esforço coletivo que estamos hoje a ter para que consigamos dar resposta, por um lado, àquilo que já era um problema, do alojamento estudantil, que agora se agrava com a questão da Covid-19, com a diminuição da capacidade das residências, tendo em conta aquilo que são as normas da Direção-Geral da Saúde”, referiu o secretário de Estado, sublinhando que espera que estes protocolos sejam um exemplo “para que mais coisas como esta aconteçam m mais cidades e mais instituições do ensino superior, como o sinal de uma resposta coletiva àquilo que é um problema de todos”. 

No total, em Vila Real, a UTAD está em conversação com 20 entidades, no entanto, segundo o reitor, Fontaínhas Fernandes, o número de camas dependerá da capacidade das diferentes instituições. “Sabemos que a redução de camas na UTAD é de 30% e estamos a tentar compensar. Por outro lado, é previsível que o número de colocados seja superior, uma vez que há maior número de candidatos. Temos ainda os alunos que vêm do ensino profissional, portanto, importa antecipar”, sublinhou o reitor, reforçando que a universidade tem estado a preparar o regresso dos estudantes.

De realçar, ainda, que, devido à diminuição da capacidade das residências, se antes havia problemas de alojamento, este ano, haverá mais, dado que, além do espaço, a procura do ensino superior acentuou-se em mais de 12 mil candidatos. Por isso, em complemento destes protocolos, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior aumentou os complementos de alojamento para os alunos que precisam de ser alojados, podendo alcançar 219 euros.

Uma solução provisória 

José Pinheiro, presidente da Associação Académica da UTAD (AAUTAD), vê com “bons olhos” o aumento do alojamento em Vila Real, porém, defende que esta solução é provisória. “Aquilo que vimos hoje é bastante positivo, estas medidas são positivas, mas que não vêm resolver propriamente o problema, apenas parte dele. O importante era darmos uma resposta imediata para resolver parte do problema, mas nunca descorando aquilo que é a resposta global ao problema e isso passa por aumentar o número de camas e o número de alojamento público”, frisou José Pinheiro, referindo que cerca de 5 mil alunos são deslocados e têm de recorrer ao alojamento privado dado que, neste momento, sem as parcerias, apenas estão disponíveis 360 camas. 

Notícia completa na Edição nº 728, amanhã nas bancas.

Menu