Autarca de Ribeira de Pena opõe-se à construção da Mina do Barroso

O Presidente João Noronha participou na sessão de esclarecimento promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre o projeto da “Mina do Barroso”, que se realizou no dia 19 de maio, em Boticas, tendo expressado a oposição do Município de Ribeira de Pena relativamente ao projeto de ampliação da Mina do Barroso apresentado pela empresa Savannah.

Apesar do projeto da Mina do Barroso se desenvolver exclusivamente no território do concelho de Boticas, distanciado cerca de 1,4 Km da aldeia de Alijó, a Câmara Municipal de Ribeira de Pena, que apenas tomou conhecimento do projeto da Mina do Barroso no passado mês de abril, quando a APA informou a autarquia da submissão do projeto a consulta pública, está atenta a todo o processo e já manifestou a sua preocupação com os impactes negativos de natureza ambiental, paisagística e socioecónomica que a execução do projeto representa para o concelho de Ribeira de Pena, especialmente para a população da freguesia de Canedo.

O Presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena, durante a sua intervenção na sessão de esclarecimento, criticou duramente a Savannah, empresa promotora do projeto, por ter desenvolvido todo o projeto sem nunca consultar o Município de Ribeira de Pena, ainda para mais sendo do inteiro conhecimento da referida empresa que o atual executivo municipal emitiu sempre pareceres negativos a projetos de exploração mineira situados na freguesia de Canedo.

O Presidente João Noronha manifestou o seu protesto e firme oposição perante a possibilidade de se escoar todo o produto de minério da Mina do Barroso através do concelho de Ribeira de Pena, mostrando-se ainda indignado por a empresa prever a utilização de estradas municipais, inclusive a construção de novas pontes no território do concelho, completamente à revelia do Município e dos interesses da sua população.

O autarca de Ribeira de Pena apontou algumas das deficiências mais graves do Estudo de Impacte Ambiental da Mina do Barroso, designadamente a falta de previsão de planos de “Partilha de Benefícios” e de “Boa Vizinhança” sérios, que representem benefícios reais e duradouros para as pessoas de Alijó, Canedo e Penalonga e para o próprio desenvolvimento do território. Aliás, o Presidente da Câmara considerou que o EIA peca pela manifesta falta de rigor técnico, sendo um estudo repleto de erros de avaliação e de omissões de informação relevante sobre o ambiente e a socioeconomia local, que não garante satisfatoriamente a gestão sustentável e a própria qualidade da água dos rios Covas e Beça e que não salvaguarda minimamente os legítimos interesses e a qualidade de vida das populações locais.

O Presidente João Noronha concluiu a sua intervenção salientando que o seu executivo municipal irá emitir parecer negativo ao projeto da Mina do Barroso, tal como sempre fez perante projetos de exploração mineira para a freguesia de Canedo.

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