Autarquias contra o cancelamento do Boletim Epidemiológico do Alto Tâmega

A Direção-Geral de Saúde (DGS), decretou ontem, dia 10 de abril, que o Boletim Epidemiológico do Alto Tâmega deixará de ser publicado diariamente. O boletim é concebido pela Unidade de Saúde Pública do Alto Tâmega, em consonância com os seis municípios que constituem esta região (Vila Pouca de Aguiar, Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena e Valpaços).

Até então, já tinham sido divulgados um total de 29 boletins epidemiológicos, assinalando a evolução diária dos casos positivos de COVID-19, assim como o número de casos suspeitos e o número de pessoas em vigilância ativa nesta região.

Após esta imposição por parte da DGS, algumas das autarquias do Alto Tâmega já demonstraram o seu desagrado perante a decisão.

E comunicado, o presidente da Câmara Municipal de Boticas, Fernando Queiroga, demonstrou o seu desagrado e revolta com a atitude tomada pelo Gabinete da Ministra da Saúde, que impediu a divulgação do boletim.

“A atitude tomada pela Sra. Ministra da Saúde é bem reveladora de que o Ministério que tutela tem fugido à verdade e manipulado os números que apresenta aos portugueses, depois de trabalhados a seu belo prazer e anunciados nos timings que dão jeito ao Ministério da Saúde e ao Governo. As ordens diretas dadas à USP Alto Tâmega são demonstrativas de que o Governo prefere enganar os portugueses do que dar a informação verdadeira que nos permite ter a ideia da real dimensão do surto da COVID-19 e, ao mesmo tempo, tranquilizar a nossa população a cada dia que passa, tendo conhecimento com transparência da situação vivida em cada Concelho”, pode ler-se no comunicado enviado pela Câmara Municipal de Boticas.

Esta decisão, não deixou indiferente a autarquia do município de Chaves e o presidente da Câmara Municipal, Nuno Vaz, expressou igualmente o descontentamento, referindo que “ confrontado, ao final da tarde, com a decisão, o Município lamenta profundamente o caminho, de censura, escolhido pela Autoridade Nacional de Saúde, que impede a divulgação de informação mais detalhada e fidedigna, que contribuía diariamente para a informação atualizada da população acerca da evolução do surto de COVID-19 no território”.

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