Bloco de Esquerda alerta para poluição no Rio Corgo


O Núcleo Concelhio do Bloco de Esquerda de Vila Real divulgou um comunicado no qual afirma estar preocupado com o facto de, na semana passada, terem sido detetados peixes mortos e alterações de cor e odor no Rio Corgo. Segundo os mesmos, a Brigada de Ambiente da GNR (SEPNA) está alertada para este facto, contudo, e apesar de sediada no Parque Florestal, não tem apurado quais os responsáveis pelas descargas ilegais, posto que “não é uma tarefa fácil”.

No mesmo documento, o BE declarou que “muitas habitações não estão ligadas aos emissários que drenam os esgotos, lançando os efluentes diretamente para o rio” e que este é um assunto que compete à autarquia diagnosticar e resolver.

Para além disso, segundo a mesma fonte, no período estival e na zona de Codessais, este ecossistema é utilizado por milhares de pessoas e, dado que essa época se aproxima, seria aconselhável colocar avisos “no sentido de informar sobre a qualidade da água”. “Dado que [a água] inspira certamente amplas preocupações, o Bloco de Esquerda de Vila Real mostra-se preocupado com a saúde pública da população e alerta para a necessidade de interditar possíveis banhistas para se refrescarem nestas águas”, por ler-se no documento.

Além disso, o Bloco de Esquerda salientou, relativamente à ETAR de Vila Real, que “é inexistente a informação à população da eficácia dos níveis de tratamento dos efluentes (rios Corgo e Cabril)”, chamando a atenção para o facto dos lixiviados tóxicos do aterro municipal serem drenados para a Ribeira de Paúlos, um pequeno afluente do Corgo, produzindo também efeitos negativos consideráveis pelo que as entidades responsáveis deveriam atuar, porque é patente o descontentamento dos moradores”.

Por fim, o partido concluiu afirmando que “o Rio Corgo, um património natural e paisagístico único que atravessa a cidade e a torna peculiar no contexto nacional, continua a ser profundamente desprezado e as autoridades fecham os olhos quando deveriam atuar de mão pesada”.

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