Caminho de Torres apresentado no Santuário de Nossa Senhora da Lapa, em Sernancelhe

O Santuário da Lapa, no Concelho de Sernancelhe, acolheu, dia 11 de junho, a apresentação oficial do Caminho de Torres, um caminho que liga Salamanca a Santiago de Compostela, em 567 quilómetros e que, em Portugal, atravessa 15 municípios.

A Lapa é um dos locais com grande importância histórica e cultural que marcam a passagem do Caminho de Torres pela área geográfica da CIM DOURO, que contempla, para além de Sernancelhe, os concelhos de Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego, Peso da Régua e Mesão Frio.

Pela forma como o Caminho de Torres foi planeado, pela união estratégica que levou a que cinco Comunidades Intermunicipais se associassem neste projeto, o Presidente da CIMDOURO, Carlos Silva Santiago, a Diretora Regional da Cultura do Norte, Laura Castro, e o Presidente do Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins, foram unânimes em reconhecer o potencial deste Caminho para o Norte de Portugal e para promover o enoturismo e todos os produtos endógenos da região, não esquecendo o contributo económico que traz para quem cá vive e trabalha.

Na apresentação pública deste novo Caminho de Santiago, Carlos Silva Santiago disse que “são percorridos caminhos ancestrais de Portugal e Espanha, atravessando cidades que fazem parte do Património Mundial da Unesco e a região do Alto Douro Vinhateiro”.

Por seu turno, o historiador responsável pelo projeto, Paulo Almeida Fernandes, contou que “desde 2017 tem sido feito o estudo e identificação do caminho; a valorização e qualificação; a promoção, divulgação e monitorização e, agora, um quarto eixo possível, de certificação”, cuja coordenação está a cargo da Direção Geral do Património e Cultura do Norte e do Turismo de Portugal e, mais em concreto, com o Turismo do Porto e Norte.

O presidente do Turismo Porto e Norte, Luís Pedro Martins, prometeu promover o caminho nacional e internacionalmente e elogiou a “rapidez de todo o processo”. Já a diretora da Direção da Cultura do Norte, Laura Castro, referiu a “importância destes caminhos na agregação dos valores patrimoniais, culturais e naturais que agregam territórios”.

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