CDU contacta com eleitores da Freguesia de Borbela e Lamas de Olo

No âmbito da elaboração do programa eleitoral às eleições autárquicas de 26 de Setembro de 2021, a CDU realizou uma acção no terreno em que contactou com os eleitores da freguesia de Borbela e Lamas de Olo. Da comitiva fizeram parte elementos da concelhia, o cabeça de lista à Câmara Municipal, Alexandre Coelho, o cabeça de lista à Assembleia Municipal, Ricardo Almeida, e o candidato à Junta de Freguesia de Borbela e Lamas de Olo, Nuno Cruz. 

Em comunicado, a CDU esclareceu que, após esta visita, pôde “comprovar o efeito das dinâmicas demográficas sentidas no concelho, agudizadas nas franjas geográficas (como é o caso de Lamas de Olo) e caracterizadas pela diminuição de efetivos e pelo envelhecimento da população”.

Além disso, segundo a CDU, aos acessos a Lamas de Olo “reforçam o estatuto de periferia, apesar de toda a sua potencialidade no campo da produção animal e agrícola, assim como das actividades de recreio, cultura e lazer”. “Borbela e Ferreiros carecem de uma linha permanente de transportes públicos que garanta uma melhor qualidade de vida às suas populações”, explicou o partido.

Relativamente ao espaço da freguesia de Borbela e Lamas de Olo, os candidatos frisam que “é necessário concluir a construção do Centro de Dia, recuperar a desastrosa intervenção realizada no Açude das Flores, criando uma estrutura aprazível com equipamentos de apoio aos seus utentes (instalações sanitárias, por exemplo)”.

Sobre a área da freguesia de Borbela e Lamas de Olo inserida no Parque Natural do Alvão, a CDU alertou e pretende continuar a alertar as populações para o modelo de co-gestão preconizado.

“A Comissão de Co-gestão do Parque Natural do Alvão, apoiada pelo Município de Vila Real em protocolo rubricado em Setembro de 2020, assenta em interesses de promoção turística com capa de ‘sustentabilidade’, em linha com as sucessivas tentativas dos governos PSD/CDS de concessionar áreas protegidas a privados, impondo taxas aos visitantes e violando os artigos 9º e 66º da Constituição da República Portuguesa. O PS apenas repete a política de direita, sistematizando a redução orçamental e comprometendo, por exemplo, as carreiras de vigilantes da natureza, essenciais na prevenção de incêndios que toda a época estival apoquentam o país. Acresce à prática do modelo de co-gestão que as populações não são chamadas a intervir na gestão do seu território, sendo substituídas por entidades sem ligação ao real e às preocupações dos habitantes, mais interessadas no volume de chegadas, nos trilhos para a prática de desportos motorizados do que na fixação de pessoas. A natureza, a biodiversidade, a pequena agricultura e pequena produção agrícola requerem ajuda”, pode ler-se no comunicado.

Por fim, a CDU exortou ao reforço de subsídios aos jovens agricultores, à formação e ao acompanhamento técnico e social, à cooperação e associativismo agrícola, que permitam a fixação de jovens e não os forcem compulsivamente ao projeto migratório.

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