CHTMAD abre o primeiro Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) de Diálise do país

No início deste mês, em Vila Real, entrou em funcionamento o primeiro Centro de Responsabilidade Integrada – Centro de Diálise do país.

Os CRI´s são estruturas orgânicas de gestão intermédia que têm autonomia de funcionamento e decisão, com critérios e princípios de funcionamento previamente estabelecidos, em contrato-programa, e avaliados económica e financeiramente por um período de três anos.

O presente CRI de Diálise foi criado por deliberação do Conselho de Administração, após aprovação de um plano de execução assistencial e económico-financeiro apresentado pela Diretora de Serviço da respetiva especialidade.

Com instalações reestruturadas e ampliadas para o efeito, este CRI é constituído por uma equipa multidisciplinar, de médicos, enfermeiros, nutricionista, assistentes técnicos e assistentes operacionais, coordenados por um Conselho de Gestão. Numa ótica de trabalho conjunto e organizado, pretende alargar a resposta hospitalar pública à população de doentes hemodialisados crónicos que, atualmente, encontram a maior parte da resposta assistencial no setor privado.

Com esta nova realidade, o CHTMAD estima alargar a sua capacidade de resposta para 90 doentes em programa regular de hemodiálise na Unidade Hospitalar de Vila Real, estando prevista, também, a expansão às outras Unidades Hospitalares.

Para a Diretora do Serviço de Nefrologia do CHTMAD, Teresa Morgado, além de outras vantagens, “o CRI permite oferecer ao doente uma visão integrada dos tratamentos da doença crónica renal ao longo da sua vida. Por outro lado, decorrente da sua autonomia, possibilita proporcionar aos profissionais melhores condições remuneratórias e, desta forma, contribuir para fixar especialistas neste Centro Hospitalar”.

Para a Presidente do Conselho de Administração, Rita Castanheira, “a criação deste CRI na área da diálise, único no país, pretende colocar as necessidades do doente no centro do sistema, aumentando a acessibilidade, a produtividade dos recursos aplicados e criando condições para atrair e fixar profissionais na região”.

Reforça, ainda, que “com este CRI potencia-se a autonomia, qualidade, a inovação e a eficiência na prestação dos cuidados de saúde, que resultará numa melhoria concreta dos resultados e ganhos em saúde. Este CRI aumenta a oferta hospitalar e enriquece-nos a todos, profissionais, utentes, cidadãos”.

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