CIM do Alto Tâmega discute plano de recuperação e resiliência

O Presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena, João Noronha, esteve presente numa reunião de concelho intermunicipal entre autarcas da CIMAT, que decorreu no dia 2 de março nas instalações da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar.

Para além da valorização da água na região, os autarcas discutiram também o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que tem dividido vários presidentes dos diferentes municípios do país.

O governo colocou em consulta pública a 16 de fevereiro o PRR e terminou no dia 1 de março este mecanismo que faz a ponte entre a administração pública e a sociedade.

Os autarcas da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega, criticaram a ausência de investimento público e de medidas de correção de assimetrias socioeconómicas, no Plano de Recuperação e Resiliência apresentado pelo Governo.

O PPR, dividido em 19 componentes, prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 milhões de euros em subvenções a fundo perdido das verbas europeias.

João Noronha, também atual Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT), afirmou que o Plano de Recuperação e Resiliência do Governo não acautelou os interesses da região, uma vez que “há uma clara ausência de investimento público na nossa região. Há também uma ausência de reformas de promoção e coesão social e de correção das assimetrias de desenvolvimento socioeconómico”. João Noronha referiu ainda que “há ainda “uma ausência completa da promoção da mobilidade, ausência de incentivo à fixação da população nos territórios rurais e de baixa densidade e uma deficiência de cobertura de serviços públicos e emprego qualificado”. “São aspetos que nos preocupam a todos. As populações esperam da nossa parte uma posição de firmeza de não perdermos a oportunidade de vermos contemplados estes desígnios”, acrescentou.

No documento, estão também previstos 2,7 mil milhões de euros em empréstimos, mas fonte do executivo garante que “ainda não está assegurado” que Portugal irá recorrer a esta vertente do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, o principal instrumento do novo Fundo de Recuperação da União Europeia.

Previsto está que a maior fatia (61%) das verbas do PRR se destine à área da resiliência, num total de 8,5 mil milhões de euros em subvenções e de 2,4 mil milhões de euros em empréstimos.

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