Cirurgias adiadas por falta de anestesistas no Hospital de Chaves

O problema da falta de anestesistas no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) está a agravar-se, situação que, desde 2019, tem persistentemente levado o PSD a avançar com diversas diligências no Parlamento. O mais recente episódio ocorreu esta quinta-feira, 17 de setembro, quando foi divulgado que “a mudança de um anestesista que estava escalado para Chaves, para o Hospital de Vila Real à última da hora fez com que as cirurgias programadas para Chaves tivessem de ser adiadas e provocou a indignação” da população.

Nesse sentido, os deputados do PSD pelo distrito de Vila Real acabam de endereçar uma pergunta à ministra da Saúde, onde pedem esclarecimentos sobre o que se está a passar no hospital flaviense. “Embora haja conhecimento da falta de especialistas desta especialidade e de outras, a verdade é que nada se efetuou para se contornar esta situação”, apontam.

Na quinta-feira, a unidade hospitalar de Chaves tinha inúmeras cirurgias agendadas e estava escalado um anestesista para as fazer, mas à última da hora, por decisão do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), o anestesista foi chamado para a unidade hospitalar de Vila Real, onde um colega seu estava em falta. Como a unidade de Chaves ficou sem anestesista, as cirurgias programadas para hoje, foram todas canceladas e instalou-se a revolta na população.

O grupo parlamentar do PSD considera que “a população do Alto Tâmega está, assim, persistentemente, a ver os seus direitos de acesso ao SNS obstaculizados e, mais uma vez, esta notícia o veio comprovar”. Mais ainda, por causa da pandemia de Covid-19, houve uma quebra na atividade assistencial e no que diz respeito às cirurgias programadas para o SNS, registou-se um decréscimo de 5.3 %.

“Esta pandemia obrigou os hospitais a procedimento e rotinas bem delineadas como por exemplo a realização de testes de despistagem de doentes antes da cirurgia. O adiamento da cirurgia tem implicações não só na reprogramação das mesmas, mas também no agravamento da patologia de base, na ansiedade do utente bem como implicações no seio familiar”, referem os deputados.

De acordo com os deputados, “além da falta de anestesistas, os profissionais das especialidades cirúrgicas encontram-se desmotivados, o que poderá levar à sua saída, a qual, por sua vez, poderá condicionar a viabilidade da urgência médico cirúrgica em Chaves e comprometer o funcionamento das especialidades cirúrgicas em todas as Unidades. Se não se realizam cirurgias a lista de espera de doentes que aguardam cirurgia cresce e há a necessidade de transferir doentes para outro hospital”.

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