Covid-19: ginásios adaptam rotinas a uma nova realidade

No dia 19 de março, os ginásios e academias viram-se obrigados a fechar portas devido à pandemia de Covid-19 que abala o país. Estes estabelecimentos comerciais de atividade desportiva voltaram ao ativo no início do mês de junho, deparando-se com um novo regime de funcionamento, seguindo as regras impostas pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Cerca de um mês e meio após a abertura destes espaços, a atividade a meio termo encontra-se instalada, levando-os a procurar novas formas de recuperar o que perderam com o impacto provocado pelo surto da COVID-19.

Para uma reabertura em segurança, estas instalações reservadas à atividade física tiveram de seguir as regras impostas pela DGS, tais como o distanciamento de três metros, entre quem está a praticar exercício físico, a colocação de dispensadores de solução desinfetante junto às entradas e saídas e o uso de máscara obrigatório para funcionários e clientes, exceto durante as aulas que impliquem a realização de exercício físico. No entanto, para Altino Mourão, diretor do Megaginásio Montezelos, algumas regras não chegam: “A DGS aconselha a utilização da máscara só na entrada e na saída, e eu não concordo com isso, porque o vírus não está só na entrada e na saída. Por isso, adaptei um sistema de funcionamento em que as pessoas apenas retiram a máscara enquanto estão a fazer um determinado exercício. Quando circulam no ginásio é exigido o uso da máscara”, explicou o responsável. Assim como Altino Mourão, Patrícia Teles, gerente do PT Academy, afirmou que foram muitas as mudanças que efetuou ao seu espaço, tais como a divisão de todas as salas, para dar o distanciamento social e de segurança exigidos, o uso obrigatório de toalhas e a desinfeção constante do material, que é feita pelos trabalhadores, mas também pelos próprios clientes, antes e após o seu uso. 

Ainda assim, os diretores de ambos os estabelecimentos, revelaram que, no início, as pessoas apresentaram-se “muito receosas”, com falta de confiança quanto ao espaço e às condições de segurança. “As pessoas não procuraram de imediato voltar. Notou-se e ainda se nota um enorme receio por parte dos clientes”, salientou Altino Mourão. 

“Antes de encerrarmos já se notava diferença”

Patrícia Teles, gerente do PT Academy contou ao NVR que, no momento em que tomaram conhecimento dos primeiros casos de Covid-19, tomou medidas de imediato. “Mal nos apercebemos do que se estava a passar, tomámos precauções de imediato. No entanto, no dia em que adotámos novas medidas de segurança, concluímos que o melhor seria encerrar o espaço, não só por nós, mas pela segurança de todos os nossos clientes. Não foi uma obrigação do governo, uma vez que pediram para fechar no dia 19 de março e nós fechamos a dia 13”, esclareceu a responsável.

Altino Mourão, do Megaginásio Montezelos, confessou que, tal como a PT Academy, mesmo antes de encerrar o ginásio, já começava a notar alguma diferença na quantidade de clientes que frequentavam o seu espaço. “A partir do dia 10 de março já se começava a notar que muito pouca gente frequentava o ginásio. As pessoas começaram a aperceber-se, então começaram a recear estar em espaços comuns, com muita gente”, transmitiu o gestor.

Um “aproveitamento” diferente

Impedidos de reabrir, os ginásios e academias decidiram “aproveitar” o encerramento de formas distintas. Altino Mourão, por exemplo, decidiu a o seu espaço, com o objetivo de, no regresso, fornecer um melhor serviço. “Ao longo do estado de emergência, optámos, ao invés de atividades online, por melhorar aqui o nosso espaço. Fizemos a limpeza das máquinas e das divisões do estabelecimento, pintámos e estufámos o equipamento e aproveitámos para estudar um pouco, na tentativa de arranjar novas modalidades…

RB

Notícia completa na edição nº 724, amanhã nas bancas.

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