Dia da Diocese de Vila Real no ano preparatório do centenário

O Dia da Diocese é um encontro anual do bispo com o Povo de Deus da diocese que se celebra rotativamente pelos oito Arciprestados, habitualmente no primeiro domingo de junho, este ano, dia 6.

Adiado um ano, devido à pandemia, coube a Mesão Frio acolher este encontro, ainda com muitas limitações, sem a afluência de grande número de pessoas, mas foi, como disse D. António Augusto, o “encontro possível”.

Muito bem acolhidos pela Câmara e comunidade local, os participantes puderam participar em segurança quer na conferência quer na Eucaristia que também foram transmitidas on-line.

O programa do dia começou às 15h, no salão nobre da Câmara Municipal, com a conferência ‘Laudato si: viver a vocação de guardiões da obra de Deus em Vila Real’, pelo prof. Bernardino Lopes e a Dra. Ilda Couto. Desafiados a fazer uma leitura da Laudato Si na perspetiva da ciência e partindo da sua vivência em comunidade e em família, desenvolveram o tema nestes quatro pontos: as razões pelas quais o papa Francisco apela à conversão de todos e em particular dos cristãos; as seis dimensões da conversão presentes na Laudato Si; o que está ao nosso alcance fazer nos planos social, económico, político; e viver a vocação de guardiões da obra de Deus. Encerraram a apresentação com um convite à conversão e à acção.

A Eucaristia de ação de graças, num ano pastoral difícil, marcado pela Covid-19, em que se aprofundaram as raízes da fundação da diocese e algumas figuras que marcaram a sua história, foi celebrada ao ar livre, na Alameda, e transmitida também on-line. Foram lembrados todos. D. António Augusto Azevedo evocou todos os que, no último século, serviram a Diocese de Vila Real, “verdadeiras raízes” da Igreja local e, na homilia, à luz das leituras bíblicas deste domingo, deixou uma mensagem com alguns desafios:

Reconstruir as comunidades. “Á medida que a pandemia se for dissipando, precisamos de um forte impulso de reativação da vida das nossas comunidades cristãs. Não basta voltar ao que fazíamos antes, porque estamos, a começar pelos meios mais urbanos, num processo inexorável de transição de um cristianismo sociológico para um cristianismo de convicção. Esta passagem, por vezes geradora de tensões, constitui o grande desafio pastoral de hoje”, disse D. António Augusto, desafiando a Igreja de Vila Real a acentuar o “espírito familiar e o clima fraterno”.

Crescer espiritualmente. “Em tempo de mudança importa sublinhar que a mais importante não é a das estruturas, mas a das pessoas; não é a exterior mas a interior.” Exortando ao crescimento espiritual, D. António afirmava ainda: “os próximos tempos, que serão ainda de dificuldades várias, sejam encarados também como oportunidade de profunda renovação espiritual das pessoas, famílias e comunidades.”

Cultivar a esperança. O senhor bispo abordou ainda o desafio, de “cultivar a esperança”, na fidelidade a Jesus Cristo, “a partir de um compromisso inequívoco com o bem”, com o reconhecimento do valor da vida e da dignidade humana, além de maior consciência ecológica.

A Diocese de Vila Real, a 20 de abril de 2022, celebra 100 anos. Este é um marco importante da sua história. Do triénio das comemorações do centenário, este foi o ano preparatório, com o lema “Aprofundar as raízes”.

P. João Curralejo

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