Dia Mundial da Asma visa desmistificar ideias preconcebidas

No âmbito do dia Mundial da Asma que se assinala na primeira terça-feira de maio, as médicas Cláudia Pinto e Liliana Ribeiro, responsáveis pela área hospitalar de pneumologia e alergologia do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), a convite do Notícias de Vila Real, esclareceram quais as características desta doença, como o objetivo de desmistificar algumas ideias preconcebidas.

“A asma é uma doença respiratória crónica, das vias aéreas, que afeta preferencialmente os brônquios. Tem a característica de ser uma doença variável que cursa como uma inflamação da árvore brônquica, mas que acaba por ter um curso variável e pode afetar as pessoas em qualquer idade”, explicou Cláudia Pinto, frisando que, apesar de ser uma doença que não tem cura, é perfeitamente tratável, permitindo aos doentes terem “uma vida perfeitamente normal”.

No que diz respeito aos sintomas, podem ser ligeiros, “muitas vezes confundidas com outras doenças”. “Há muitas pessoas que têm, mas que se vão automedicando, pensando que têm algum controlo da doença, mas nem sempre é verdade”, acrescentou.

De realçar que os sintomas mais frequentes resumem-se à falta de ar, dificuldade respiratória, muitas vezes com tosse e pieira.

Uma área dedicada à asma

Nas consultas de pneumologia alergologia, em que se enquadra o diagnóstico da asma, os doentes adultos com suspeita de asma, são avaliados, tratados e seguidos.

Além disso, existe a consulta de asma grave, “com uma proporção de doentes mais pequena”. “Estes doentes, apesar dos esforço terapêutico, mantêm a doença não controlada e precisam de uma estratégia terapêutica mais intensiva”, explicou Cláudia Pinto.

Por outro lado, este setor também dispõe de um cuidado especial em grávidas em que são acompanhadas as futuras mães diagnosticadas com asma e, também, aquelas que acabam por desenvolver sintomas durante a gravidez. “Algumas grávidas são aconselhadas a parar a medicação devido ao risco fetal associado, mas os tratamento são seguros, e isso não é o mais indicado, uma vez que é mais seguro para a mãe e para o feto que a asma esteja controlada”, concluiu Liliana Ribeiro.

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