Equipamentos culturais de Vila Real adequam-se à era da Covid-19

Encerrados a 14 de março de 2020 devido à pandemia da COVID-19, museus, galerias de arte e arquivos reabriram ao público no passado dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, com novas regras, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

No âmbito do programa de desconfinamento aprovado pelo Governo no final de abril, estes espaços regressaram ao “ativo” com diversas normas de segurança, desde o uso obrigatório de máscara, à higienização de mãos e espaços comuns, lotação de visitas, etc.

Os Museus de Som e Imagem e Arqueologia e Numismática, situados na cidade de Vila Real, tiveram de se adaptar às diversas circunstâncias impostas pelo novo coronavírus, e, segundo Eugénia Almeida, Vereadora da Cultura, “orientaram-se em conformidade com o plano de contingência da Câmara Municipal e, também, com o seu próprio plano preventivo, permitindo assegurar a segurança e saúde pública. Tal plano foi articulado entre os diretores dos equipamentos e a Câmara Municipal”. 

Eugénia Almeida garantiu que a “área cultural sofreu uma quebra abrupta que tornou a adaptação bastante difícil”. Apesar deste cenário, a responsável pela área cultural da cidade revelou que “o município, com os seus equipamentos, tentou recuperar algumas das ações que estariam a ser desenvolvidas, cumprindo os ‘timings’ que a DGS impôs para a reabertura do confinamento”. “Passo a passo, tornou-se possível recuperar algumas dessas atividades”, concluiu.

“A taxa de visitantes desceu muito”

Eugénia Almeida, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Real, em conversa com o Notícias de Vila Real, comparou a taxa de visitantes dos anos anteriores, com o ano presente. “Recordo que, no ano passado, os dois museus, o de Arqueologia e Numismática e o da Vila Velha, que se encontra encerrado no momento, tiveram cerca de 30 000 visitantes, sendo este o segundo melhor ano desde a sua existência. Isto significa que a cidade de Vila Real tinha atrativos culturais suficientes que traziam muitas pessoas, embora este ano a taxa de visitantes tenha descido muito”, explicou a responsável, realçando que, “apesar desta descida, têm-se notado melhorias”. “No mês de junho, iniciámos com cerca de 200 visitas, no mês seguinte o número dobrou e passámos a ter mais de 300 pessoas a visitar-nos. Agora, em agosto, só nesta primeira quinzena, contabilizamos um total de 375 pessoas”, esclareceu.Parte deste aumento, segundo a vereadora, deve-se a uma iniciativa, à qual o município tem vindo a aderir, relacionada com a Estrada Nacional nº2 (EN2) e ao trabalho desenvolvido pelo município e os museus. 

RB

Notícia completa na edição nº 725, amanhã nas bancas.

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