Executivo Municipal de Vila Real responde ao PSD sobre a reabilitação do Mercado Municipal

Ontem, o PSD de Vila Real, em comunicado, defendeu que a intervenção de “reabilitação” no Mercado Municipal “não é mais do que uma maquilhagem na estrutura edificada” e que esse espaço, “enquanto equipamento urbano fundamental ao serviço da população, era merecedor de um plano funcional específico e mais ambicioso”.

O Executivo Municipal vila-realense, em resposta, afirmou que “o desnorte do partido social-democrata de Vila Real, em simultâneo com a sua falta de ideias para o concelho, tem-no levado a um caminho de crítica permanente e de mergulho numa realidade alternativa, cada vez mais afastada dos Vila-realenses”.

Para o executivo municipal, o PSD continua a avaliar as intervenções atuais “à luz daquilo que os próprios faziam quando tinham responsabilidades na gestão autárquica. “De facto, as intervenções promovidas nesse tempo limitavam-se a disfarçar as deficiências estruturais do edifício do Mercado, nunca corrigindo os problemas de fundo. Mas, felizmente, esses tempos terminaram”, declarou Rui Santos, recordando que a intervenção no mercado “substituiu lajes de betão, elevou o telhado acabando com infiltrações, renovou/substituiu a instalação elétrica, acabou com os problemas de saneamento e redes de águas pluviais, melhorou e iluminação e mobilidade, aumentou significativamente o conforto térmico e acústico, (…) permitirá o estacionamento para clientes e alargará a utilização do Mercado Municipal a eventos de índole cultural e associativa”.

“Ao contrário do que diz o PSD, o Executivo Municipal valoriza muitíssimo o Mercado Municipal e, por esse motivo, requalificou o edifício e toda a sua envolvente. Apenas no edifício, serão investidos cerca 1,5 milhões de euros do orçamento municipal, sem apoios comunitários. Isto significa que, apesar de pagarem rendas muito inferiores aos valores de mercado, as empresas localizadas no Mercado Municipal terão muito melhores condições para trabalhar. Recordemos que o PSD propunha a destruição do edifício do Mercado Municipal para a construção de um parque subterrâneo. Isso sim, impediria totalmente o funcionamento do equipamento e atentaria contra a subsistência dos comerciantes”, reforçou o autarca vila-realense.

Em resposta ao facto do PSD desconhecer “o prazo de execução” e a “estimativa para final da obra”, Rui Santos frisou que terminarão no próximo mês de junho e que, se o PSD não tem essa informação, “talvez pudesse ter perguntado aos seus vereadores na Câmara Municipal que acompanharam todo este projeto”.

Por fim, no que diz respeito ao facto das obras terem avançado sem os comerciantes terem tido conhecimento adiantado, o autarca reforçou que, se o PSD tivesse falado com os comerciantes daquela zona, poderia ter sabido que uma delegação foi recebida no Município, em dezembro, numa reunião em que ficou acertado o início das obras da envolvente em janeiro.

Menu