Festival Boreal: três palcos e 10 concertos para “exorcizar” o Inverno

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Não abundam os festivais de Inverno, mas Vila Real tem um. A terceira edição do BOREAL decorre a 23 e 24 de Fevereiro e tem de novo um cartaz muito apetecível, com algumas revelações e nomes já firmes da nova música portuguesa.

O BOREAL é mais um contributo do Teatro Municipal de Vila Real para confirmar a cidade como um dos grandes centros difusores das artes performativas e da música moderna portuguesa em particular. Adicionalmente, o festival quebra a sazonalidade deste género de eventos, tirando partido da infra-estrutura e da arquitectura do Teatro para instituir de Inverno um festival com as características de celebração, convívio e informalidade dos festivais de Verão. Também desta forma Vila Real se afirma como um local aprazível para viver ou visitar durante todo o ano.

O Norte e o Inverno são duas circunstâncias de Trás-os-Montes que o BOREAL evoca descomplexadamente (em diálogo semântico com o outro grande festival de música moderna da cidade, o Rock Nordeste), dando mais um contributo para a consolidação de uma identidade regional afirmada positivamente, em interacção aberta com a criação artística nacional.

De resto, o BOREAL é precisamente um espaço de promoção da criatividade e, depois do sucesso das edições anteriores, em 2018 permite-se de novo arriscar apresentando artistas emergentes da música portuguesa ou projectos paralelos de nomes já consagrados.

Mirror People e Keep Razors Sharp (a «super banda discreta») encerram o alinhamento de sexta e sábado, respectivamente. Sucedem no alinhamento a Tomara, Fugly, L Mantra, Gobi Bear, Minta & The Brook Trout, Paraguaii, Mira, Un Lobo e aos vila-realenses Can Cun, que lançam no Boreal o seu primeiro longa-duração.

Entre o Pequeno Auditório, a Caixa de Palco do Grande Auditório e o Café-Concerto, a música move-se à volta da electrónica e do indie pop/rock e folk.

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