Francisco Rocha: “Há uma coisa que se chama regionalização e não podemos ter medo de a por em cima da mesa”

No passado dia 11 de janeiro, Francisco Rocha, cabeça de lista do PSD pelo circulo eleitoral de Vila Real às eleições legislativas do próximo dia 30 de janeiro, marcou presença no programa “Politicamente Incorreto” da rádio Universidade FM, para falar da sua candidatura.

A conversa teve início em torno do assunto da perda de população e, por conseguinte, de representantes da região na Assembleia da República. Sobre essa questão, Francisco Rocha recordou que é uma situação transversal a todo o país e que o Inverno demográfico impacta toda a Europa. Salientou ainda, que é necessário “perceber a rota de desenvolvimento do país nos últimos anos”, por forma a perceber “o que falta fazer”. “Há uma coisa que se chama regionalização e não podemos ter medo de a por em cima da mesa. Todavia, considero que o modelo das cinco regiões não resolveria o problema, mas sim um modelo cinco mais dois, que nos daria oportunidade de competir em igualdade com os outros territórios”, explicou o candidato.

A temática seguinte a ser abordada foram os serviços de saúde na região, em que Francisco Rocha destacou a progressão da região ao nível da acessibilidade aos cuidados de saúde, quer ao nível da transparência quer ao nível do número de utentes sem médico de família que, brevemente, descerá de 4 mil para 200.

Além disso, o cabeça de lista realçou que o problema não está na abertura de vagas, mas sim na capacidade de fixar os médicos na região.

Noutro momento, Francisco Rocha foi questionado sobre a regionalização, “uma alavanca fundamental” para o desenvolvimento da região, ao que o candidato respondeu que, a falha é “a criação de emprego”, que permitiria condições de fixação de mais população, e a captação de investimento.

Investimento rima com investigação 

Relativamente aos investimentos possíveis, Francisco Rocha relembrou que a região vai enfrentar dois desafios brevemente, as transcrições digital e climática, que deverão ser ancoradas na inovação e no conhecimento. “Já temos no nosso território instituições que mos podem ajudar a vencer este desafio como, por exemplo, os três laboratórios colaborativos”, realçou.

Sublinhou ainda, a Continental que desenvolve, atualmente, a fábrica do futuro através da aposta na investigação.

Ainda sobre esta temática, frisou a exploração do lítio na região que, apesar de ainda aguardar o resultado do estudo do impacto ambiental, tem um aspeto que tende a ser esquecido, a localização da refinaria do lítio no território que “acrescentaria valor”. “As negociações devem avançar, tendo em conta vários aspetos, nomeadamente os benefícios das populações”, reforçou.

Intervenção no IC26 deve ser dividida em parcelas 

Relativamente à questão do IC26 3 da ligação de Lamego a Trancoso, Francisco Rocha declarou que é necessário haver capacidade para arranjar financiamento comunitário, uma vez que sem ele não é possível avançar com a intervenção.

Por outro lado, realçou é preciso ter “um pensamento mais prático e fatiar o IC26 em vários troços, avançando à medida das capacidades de uma forma mais gradual”.

CR

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