Hernâni José Carvalho e a sua paixão pela columbofilia

A paixão de Hernâni José Carvalho pela columbofilia começou cedo, desde os seus 16 anos, altura em que já gostava de ter pombos, “privilegiando, naturalmente, os de corrida”, mais conhecidos como pombos de correio. Apesar dos seus reduzidos conhecimentos, recebeu, por parte de um amigo, Acácio Marrote, um ovo que, tanto simbolicamente como literalmente, foi o “nascer” do gosto pela “arte de conduzir pombos”.

Pouco tempo depois, teve de colocar a sua paixão em pausa, devido ao serviço militar. Mas a distância não apagou o seu amor por esta arte, posto que, após o seu regresso, formou de imediato uma nova colónia. Infelizmente, a sua vida profissional não lhe permitiu continuar a praticar a columbofilia, “pois este desporto exige muita atenção e disponibilidade”. Ainda assim, por gosto, acompanhou a prática desta “arte” em S. João da Madeira, local onde viveu durante 16 anos: “Aí, comecei a preparar o meu pombal e os meus pombos para quando regressasse à minha terra de adoção, Vila Real. Fiz e mantenho um excelente pombal, recebi o apoio de grandes campeões da columbofilia e, quando trabalhava em S. João da Madeira, aproveitava os fins de semana para me entreter a preparar e fazer voar pombos em corridas realizadas pela Sociedade Columbófila de Vila Real, na data, pertencente ao Distrito do Porto”, explicou o columbófilo, acrescentando que, em 2003, começou a competir com regularidade, conseguindo, rapidamente, uma colónia que, ao longos dos anos, lhe deu “muitas alegrias com muitas vitórias a nível local, distrital e até nacional”.

O processo de criação é “uma das coisas mais belas deste desporto”

Quando questionado sobre o processo de criação, Hernâni José Carvalho explicou ao Notícias de Vila Real (NVR) que , após a criação, o treino dos pequenos voadores é “das coisas mais belas deste desporto”. “Quase todos são criados por mim, pois esse é o verdadeiro prazer do columbófilo”, revelou. Neste procedimento, segundo o criador, inicialmente os pequenos voadores têm de ser “bem aduzidos ao pombal”: “É preciso obrigá-los ao voo à volta do pombal até conseguirem voar mais de uma hora seguida sem pousar.

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Texto completo na Edição nº 742, amanhã nas bancas.

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