Inaugurada Unidade de Saúde Familiar Nuno Grande

Na passada sexta-feira, dia 15, foram inauguradas as novas instalações da Unidade de Saúde Familiar Nuno Grande. Nesta cerimónia, estiveram presentes o Primeiro Ministro, António Costa, a Ministra da Saúde, Marta Temido, o diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde Douro Norte (ACES Norte), Gabriel Martins, e o Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos que começou a sua elocução a salientar a importância do apoio da administração regional da saúde do Norte para a criação desta nova unidade hospitalar. “Com as limitações orçamentais que são conhecidas em comum à maioria das autarquias, não era fácil à Câmara Municipal conseguir sozinha levar a cabo esta missão. Felizmente, foi possível, com a parceria da administração regional da saúde do Norte, encontrar um novo uso para o edifício numa obra que implicou um investimento superior a 700 mil euros. Um investimento que dota Vila Real de mais um equipamento nacional de saúde e melhora as condições quer para os utentes quer para todos aqueles que aqui trabalharão”, disse.

O presidente Vila-Realense aproveitou, ainda, a presença do primeiro ministro e da ministra da saúde para, mais uma vez, formular um pedido relativamente ao acelerador linear, necessário para o centro oncológico do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, que “há muito anos foi prometido” e que “não pode continuar a ser adiado”. Para justificar o seu pedido, Rui Santos referiu o direito que os doentes oncológicos vila-realenses têm em ser tratados perto de casa. “Os nossos doentes oncológicos têm o direito de serem tratados na sua terra, junto das suas famílias, sem prejuízo de serem cidadãos do interior do país, é uma mensagem que gostaríamos que guardasse consigo”, concluiu.

Para além disso, solicitou o apoio da Ministra da Saúde relativamente aos dois hospitais privados que ainda não conseguiram estabelecer um acordo com ADSE. “Sendo Vila Real um concelho de serviços públicos, com tantos funcionários públicos servidos por este subsistema de saúde é justo que tenham que ir a hospitais privados, a dezenas de quilómetros, para usufruir serviços médicos que os seus colegas do Porto e Lisboa têm a porta de casa? Concordará comigo que não, esta será também uma forma de promover a coesão territorial”, explicou Rui Santos. 

Um esforço de investimento fundamental

Na sua intervenção, António Costa, não mencionou o acelerador linear, em vez disso, agradeceu a paciência e o bom trabalho com que os profissionais deste espaço aguardaram por estas novas instalações, aproveitando para desejar que “com uma nova casa possam acrescentar à excelência do seu trabalho as novas condições que este espaço proporciona”.

CR

Notícia completa na edição nº 659, já nas bancas.

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