José Castro: “processo de regionalização deve ser monitorizado e fiscalizado”

No passado dia 18 de janeiro, José Castro, candidato do PAN pelo círculo eleitoral de Vila Real às eleições legislativas do próximo dia 30 de janeiro, esteve presente no estúdio da rádio Universidade FM, para uma entrevista relativa à sua candidatura.

O cabeça de lista começou por se apresentar, enquanto cidadão do distrito, oriundo de Sabroso de Aguiar, passando, poucos minutos depois, a abordar temáticas de âmbito nacional, das quais se destaca o impacto do chumbo do Orçamento de Estado, “para o qual, exceto o PAN, que se absteve, todos os partidos contribuíram”. “Estamos aqui porque os restantes partidos não votaram favoravelmente um orçamento. Esse chumbo tem um grande impacto para o país. Todos os outros partidos, exceto o PAN, foram promotores desta situação irresponsável. Está na altura de começarmos a fazer política diferente, em que todos trabalhamos para o bem comum e não uma política de ataques pessoais”, referiu o candidato.

“É necessário promover o bem-estar dos idosos”

Questionado sobre as problemáticas existentes na região, o cabeça de lista do PAN, realçou a questão do índice de envelhecimento e a falta de acompanhamento dos idosos, muitos deles isolados na região. Para o melhoramento desta situação, José Castro, propôs recorrer a investimentos “gastos de forma inadequada” como, por exemplo, nas touradas, nos paraísos fiscais, entre outros. 

Quando abordada a temática da descida do número de eleitores e da respetiva redução de representantes da região na Assembleia da República, o representante relembrou que, em 2019, foi proposta a criação de novos círculos nominais para uma maior representatividade das regiões com menos população.

Quanto à resolução do problema, destacou a fixação de jovens como uma prioridade, através da promoção do trabalho à distância, tendo por base as novas tecnologias, o incentivo à natalidade e, novamente, o apoio ao bem-estar dos idosos.

Seguidamente, José Castro expôs o seu ponto de vista sobre a questão do Serviço Nacional da Saúde (SNS), defendendo que a contribuição da população também é fundamental, através dos cuidados que pode adotar no seu estilo de vida e de alimentação. Acrescentou ainda que uma parte do orçamento dirigido ao SNS deveria ser orientado para ações de prevenção, nomeadamente no que diz respeito à obesidade.

PAN defende alternativa à exploração do lítio

Sobre a mineração do lítio na região, o candidato do PAN começou por destacar o potencial da zona que “tem de ser aproveitado” e quem, uma vez mais, “necessita da cooperação da população”. 

Já sobre a questão do lítio, explicou que, no futuro, haverá uma transição energética que deve ser feita “em equilíbrio, promovendo a qualidade de vida de todos, garantido novos postos de trabalho a quem ficar desempregado com estas mudanças”.

Realçou, ainda, a questão de estarem a ser estudadas alternativas energéticas, tais como baterias sem lítio, que devem ser apoiadas para que estas se tornem uma realidade.

“Em primeiro lugar está o bem-estar das pessoas e a preservação dos ecossistemas”, reforçou, relembrando que os estudos de impacto ambiental devem ser sinceros e transparentes.

Alto Douro Vinhateiro mais ecológico 

Depois, foi apresentada a questão da diminuição do rendimento dos agricultores e vitivinicultores do Alto Douro vinhateiro que, para o candidato, “são os eternos esquecidos”.

Para combater este “esquecimento”, José Castro enumerou algumas estratégias, tais como: remuneração de serviços ecossitémicos, o recurso a novas tecnologias e a disseminação de boas práticas, fomentando a colaboração entre os agricultores devido à grande quantidade de pequenas parcelas.

Processo de regionalização pode criar “o oposto”

Por fim, foi debatido o processo de regionalização, sobre a qual o cabeça de lista relembrou que é uma questão complexa que deve ser “muito bem estudada”, uma vez que pode trazer mais-valias ou “criar o oposto”. 

“A transferência de competência deve ser monitorizada e fiscalizada, dado que pode criar mais possibilidades de corrupção, falta de clareza, mais cargos políticos e mais intermediários”, concluiu.

CR

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