José Miguel Fernandes: “CDU tem como objetivo identificar os problemas da região e propor soluções”

José Miguel Fernandes, candidato da CDU pelo círculo eleitoral de Vila Real às eleições legislativas, aceitou o convite da rádio Universidade FM para uma entrevista centrada nas problemáticas que o partido pretende ver debatidas. 

Num momento inicial, o candidato explicou o porquê da sua candidatura, realçando que, enquanto agricultor, sente os problemas que são comunas “a uma franja significativa da população do distrito”. “Recordo que a candidatura da CDU tem como objetivo identificar os problemas da região e propor soluções”, realçou.

Desses problemas, o cabeça de lista deu destaque ao baixo rendimento dos agricultores, uma questão que “já se arrasta há muitos anos”. “Tudo isto tem-se agravado com o aumento do custo de produção e a redução do valor que é pago aos produtores pelo seu trabalho”, esclareceu.

Uma das soluções, segundo José Miguel Fernandes, foi descoberta em plena pandemia, quando o poder local, em parceria com uma grande superfície comercial, conseguiu escoar os produtos da região, fazendo com que o impacto da Covid-19 fosse mais reduzido. “Geralmente, temos mais dificuldade em escoar os nossos produtos, mais isso é porque há falta de vontade política, dado que, as grandes superfícies deveriam dar prioridade à venda dos produtos nacionais e não importar mercadorias que existem na região”, frisou.

Decisões quanto à mineração do lítio deveriam incluir população local 

Quando questionado sobre a sua posição relativamente à exploração do lítio na região, o cabeça de lista recordou a necessidade da criação de um grupo de trabalho que incluísse representantes do Estado, mas, sobretudo, a comunidade local. “Teriam de ser avaliadas as condições e tratadas as questões ambientais em conjunto, para depois decidir se seria positivo ou não avançar com esse projeto”, referiu, acrescentando que “parece estar tudo decidido, sem ter em conta a comunidade local”. 

Casa do Douro deve regressar nos moldes do passado 

Quanto ao processo da Casa do Douro, o candidato defendeu que deveria ser entregue aos vitivinicultores, para que pudesse regular o mercado dos preços do vinho pagos à produção. “A Casa do Douro deve continuar a desempenhar o papel que sempre teve”, sublinhou.

Regionalização seria uma mais-valia 

Por fim, sobre a regionalização, José Miguel Fernandes esclareceu que “melhoraria a situação, nomeadamente ao nível dos apoios”, dado que, o país “não pode ser encarado como um todo, visto que os territórios são muito desiguais”. “A regionalização tem de ser uma mais-valia, mas só se se centrar na resolução de problemas e não na criação de mais cargos políticos”, declarou.

A última temática abordada foram os possíveis investimentos feitos através da Bazuca que, para o candidato, deveriam ser destinados ao melhoramento da acessibilidade, das ferrovias, das vias de comunicação, ao reforço do Serviço Nacional de Saúde de proximidade, entre outros. 

CR

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