José Viale Moutinho vence Prémio D. Diniz, instituído pela Casa de Mateus

José Viale Moutinho é o vencedor do Prémio D.Diniz em 2021, atribuído pela Fundação da Casa de Mateus, com a obra  “Cimentos da noite” (1975-2018), publicada por Edições Afrontamento, em Junho 2020. A escolha resultou de deliberação unânime do júri presidido por Nuno Júdice, de que fazem também parte Fernando Pinto do Amaral e Pedro Mexia.

Nas palavras de Pedro Mexia: “”Os Cimentos da Noite” (edição da Afrontamento), antologia quase meia década da intensa produção poética de Viale Moutinho (n.1945), também jornalista e ficcionista. Uma poesia interrogativa, elegíaca e sarcástica, que se interessa, nos mais diversos registos, pelas memórias indeléveis, as ironias quotidianas e os males da pátria.”

Natural do Funchal, José Viale Moutinho é jornalista e escritor. Tem realizado investigações sobre a vida e a obra de alguns escritores portugueses do Séc. XIX, recuperando epistolografia e textos inéditos ou esquecidos de Camilo Castelo Branco, Trindade Coelho, António Nobre e Joaquim de Araújo, entre outros. Trabalha sobre a Guerra Civil de Espanha (1936-1939), guerrilheiros espanhóis antifranquistas atuando em Espanha e na Resistência Francesa (maquis), bem como acerca da deportação de antigos combatentes da II República Espanhola em Mauthausen e Dachau. Participou no movimento português da Poesia Experimental e em exposições de Arte Postal. Autor de numerosos textos em catálogos de Artes Plásticas. Integrou a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da Morte de Camilo. Traduziu romances, ensaios e peças de teatro, estas para companhias profissionais que as representaram.

Em 2020, o prémio D. Diniz foi atribuído, também por decisão unânime do júri, a Jorge Silva Melo, encenador, ator, cineasta, dramaturgo, tradutor e crítico, pelo seu livro “A mesa está posta”, publicado pela editora Cotovia. Sobre esta obra, dizia Nuno Júdice: “é um livro que nos senta com o autor, à volta de memórias, de leituras, de filmes, com a qualidade de uma escrita que fala connosco e de onde saímos mais sábios sobre a vida e sobre a realidade do nosso mundo.”

Em virtude das contingências da pandemia, a habitual entrega do Prémio na Casa de Mateus aos dois galardoados realizar-se-á ao longo deste ano.

O Prémio D. Diniz foi instituído em 1980 e distingue anualmente uma obra de poesia, ensaio ou ficção.

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