Junta de Vila Real ajudou a esterilizar uma centena de animais de rua

O projeto “Animais sem companhia”, um dos projetos vencedores da última edição do Orçamento Participativo da Freguesia de Vila Real, já permitiu fazer a esterilização de cerca de uma centena de cães e gatos de rua, numa altura em que falta ainda aplicar metade da verba atribuída.

A Freguesia de Vila Real disponibilizou uma verba de oito mil euros para cada um dos dois projetos escolhidos pelos seus cidadãos. O mais votado foi a campanha de esterilização e de sensibilização sobre bem-estar animal, proposta pela Associação de Proteção Animal de Vila Real – Plataforma ProAnimal, que até agora contava apenas com donativos de particulares para realizar estes procedimentos. Desde janeiro até ao momento, já foram esterilizados 100 cães e gatos, graças ao apoio do Orçamento Participativo da Freguesia de Vila Real.

O Presidente da Freguesia de Vila Real, Francisco Rocha, sublinha o sucesso deste projeto, que demonstra a importância do exercício da cidadania através do Orçamento Participativo. “É um projeto que corresponde a uma preocupação crescente dos nossos concidadãos e à necessidade do controle populacional dos animais errantes”, afirma. Francisco Rocha sublinha, também, que este Projeto “tem permitido aumentar o número de adoções deste tipo de animais”, não descurando o “trabalho persistente efetuado na educação e da sensibilização dos mais jovens para esta problemática”. Este projeto é, segundo o Presidente da Junta, um grande contributo para afirmar, cada vez mais, a Freguesia de Vila Real como um “motor de cidadania”. Vila Real foi a primeira Freguesia do Distrito a implementar um Orçamento Participativo, em 2015.

A Plataforma ProAnimal justificou a pertinência do projeto com o facto de a população de cães e gatos de rua ser “um problema publicamente reconhecido, que resulta de não haver equilíbrio entre o número de nascimentos e o acolhimento adequado pelas famílias”. “A esterilização é considerada a medida mais eficaz para reduzir o crescimento da população animal, com benefícios para o bem-estar animal e para toda a comunidade: melhoria da saúde pública, redução da sujidade, do ruído, e da exposição emocional causada por animais abandonados, feridos ou doentes e, ainda, redução dos custos municipais de recolha e proteção”, explicou a associação sem fins lucrativos.

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