COVID-19 em lar de Vila Real: número de casos subiu para 88


No início da tarde, o presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, anunciou que o número de casos confirmados com Covid-19 subiu para 88, no Lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real. No total, dos 99 testes efetuados, 68 utentes e 20 funcionários deram positivo.

Os 11 utentes que já foram evacuados ontem apresentavam sintomas foram transferidos para o Hospital Militar e, entretanto, foram transportados mais três utentes para o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes a Alto Douro (CHTMAD). “Havia três utentes acima dos 90 que suscitaram dúvidas, por isso foram transportados para o Centro Hospitalar”, explicou o autarca vila-realense, acrescentando que dois dos utentes que já tinham sido transportados apresentaram condições para sair do Centro Hospitalar uma vez que não apresentavam sintomas.

Apesar dos testes já terem sido efetuados, na opinião de Rui Santos, aqueles que deram negativo deveriam efetuar o teste novamente, uma vez que “existe alguma probabilidade de testarem positivo dado que estiveram em contacto com utentes infetados”.

O presidente da autarquia confirmou, ainda, que todos os utentes e funcionários estão bem e que estão a ser devidamente acompanhados.

Neste momento, ainda é necessário resolver a questão da retirada dos utentes do Lar da Nossa Senhora das Dores. Segundo Rui Santos, deverá ser realizada uma transferência dos utentes para um espaço onde poderão permanecer entre 24 a 36 horas. Tempo durante o qual o espaço será desinfectado e será estabilizada a instituição através dos funcionários, dos serviços de apoio, dos voluntários, para, depois, reabrir o espaço com todas as cautelas, permitindo que os utentes regressem a um espaço familiar que fica a poucos minutos do Centro Hospitalar de Vila Real.

Apesar disso, os utentes continuarão a ser observados e, se houver suspeitas ou sintomas, serão transportados para o CHTMAD.

A evacuação do espaço poderá acontecer ainda hoje, contudo, a autarquia aguarda a decisão das entidades competentes.

De recordar que, no lar, ainda permanecem elementos da Cruz Vermelha, do Exército e os funcionários do lar que, apesar de lhes ter sido permitido sair do lar ontem, preferiram permanecer no local para apoiar os idosos. Uma comportamento que Rui Santos classificou como “altruísta”, “corajoso” e que pede “um grande espírito de sacrifício”.

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