Aprovação da lista do PSD de Vila Real às legislativas “é um mau sinal”, diz Manuela Tender

Manuela Tender, eleita pelo círculo de Vila Real em 2015, está fora da lista do PSD às legislativas de outubro, ao contrário do que seria a vontade da deputada, que termina em outubro o segundo mandato na Assembleia da República. A decisão da distrital do PSD motivou, inclusive, uma petição online, atualmente com cerca de 600 subscrições, para que Manuela Tender fosse novamente candidata por Vila Real.

Agora, depois do Conselho Nacional do PSD, que decorreu esta semana em Guimarães, ter encerrado o processo de escolha de candidatos a deputados para as próximas legislativas, Manuela Tender veio dizer, na sua página do Facebook, que “as listas traduzem escolhas e transmitem sinais aos cidadãos” e que a ratificação da lista do PSD por Vila Real, encabeçada por Luís Leite Ramos, “é um mau sinal”.

“Entendeu o PSD distrital desvalorizar completamente o meu trabalho no círculo eleitoral de Vila Real, apostando no deputado que menos interação teve com os cidadãos e instituições da região. É um sinal claro de que pretendem apenas a subserviência e a interação com as estruturas partidárias em detrimento da interação com os cidadãos”, referiu, continuando: “E é um mau sinal, ainda mais nos tempos que correm, dum profundo divórcio entre eleitores e eleitos. Não pode representar bem quem não conhece, quem olha de longe, quem não se mistura com o povo”.

Manuela Tender acrescenta que, no distrito de Vila Real, “os sinais são dum profundo desprezo pelo trabalho, pelo humanismo, pela prestação regular de contas perante os concidadãos, pela disponibilidade permanente e proximidade com o povo e pela lealdade às causas e aos interesses da região”.

A deputada escreve que “gostava de ver o PSD liderar um projeto catalisador da região e dos seus agentes, que se estendesse a todo o país”, mas que “não tem havido a abertura suficiente para promover e acolher a participação e intervenção cívica que os cidadãos hoje exigem”. E deixa um aviso: “espero que a direção nacional e distrital do PSD consigam perceber os desafios que se colocam hoje aos partidos antes que seja tarde de mais”.

Por fim, Manuela Tender garante que representará o distrito “até ao último dia do mandato, com honra, orgulho, responsabilidade e lealdade”, numa conduta “pautada pela ética, pelo humanismo, proximidade, prestação de contas perante os meus concidadãos, disponibilidade permanente, lealdade às causas e aos cidadãos”.

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