Ministra da Agricultura vem conhecer potencialidades dos territórios do norte

A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, esteve em Vila Real para visitar o Centro de Excelência da Vinha e do Vinho e o Laboratório Colaborativo (CoLab) Vines&Wines, no âmbito da construção da agenda para a inovação. “Estamos a recolher o contributo de cada uma das regiões para percebermos aquilo que são as oportunidades e as potencialidades que cada um destes territórios encerra”, declarou a ministra, frisando que esta recolha tem por base os quatro objetivos que o Governo designou para esta legislatura: as alterações climáticas, as desigualdades, a demografia e a digitalização.

A ministra adianta que pretende ouvir os atores dos territórios (agricultores, empresas, etc.) para encontrar um instrumento mobilizador que permita a criação de um modelo socioeconómico “que possa ser mais competitivo, permitindo ter a agricultura como fator preponderante do ponto de vista do desenvolvimento económico, estabelecendo um equilíbrio na balança comercial, no aumento das exportações e redução das importações”. 

Um sistema que permitirá reduzir as desigualdades territoriais existentes entre as diferentes regiões.  “Se nós conseguirmos ter cadeias curtas, comercio de proximidade e maior produção de consumo interno, promoveremos a ocupação do território como um todo e, portanto, combateremos as desigualdades territoriais; por outro lado, conseguiremos trazer os mais jovens para a agricultura e criaremos condições para, através da tecnologia, nomeadamente de precisão, transformar o setor agrícola, estendendo esta mudança a todos os domínios, nomeadamente ao pequeno agricultor”, explicou Maria do Céu Albuquerque.

Segundo a mesma, esta é uma agenda “ambiciosa” que, apesar de ainda não estar construída, vai avançando à medida que são incorporadas as debilidades, “mas acima de tudo”, as oportunidades de cada uma destas regiões. “Nós queremos que seja um instrumento nacional, respeitando a identidade de cada um dos territórios, valorizando as suas espécies autóctones, os seus produtos endógenos e nunca esquecendo que a agricultura existe, mas também está ligada a outros setores”, concluiu. 

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