Ministro do Ambiente lançou desafio aos industriais na UTAD

Decorreu na passada sexta-feira (19 de novembro), na Aula Magna da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), um seminário subordinado ao tema “Saneamento: atividade geradora de recursos”, no âmbito da celebração do Dia Mundial do Saneamento para Todos “Aprovaitar +”, que contou, na sessão de abertura, com a presença do Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes, e, entre outros convidados, da Secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa.

O seminário, organizado pelo Grupo Águas de Portugal, foi aberto pelo Vice-Reitor da UTAD Eduardo Rosa, que saudou os organizadores, oradores e convidados presentes, dando testemunho da política de proximidade da Universidade com o território, lembrando como as dificuldades são trazidas para o interior da Academia onde obtêm a participação dos investigadores e centros de investigação na busca de soluções.

Intervieram também o presidente da Águas de Portugal e o seu vogal do Conselho de Administração, José Machado do Vale e João Pedro Neves, respectivamente, assim como o vereador da Câmara Municipal de Vila Real, Carlos Silva, e o Ministro Matos Fernandes. Este governante começou por referir os indicadores mais significativos dos avultados investimentos que o Estado português tem realizado, nos últimos anos, nos setores das águas e saneamento e seus efeitos na saúde pública, reconhecendo que “é preciso ir mais além”.

Deixou assim muitas mensagens sobre o que se pode e deve fazer. “Não se fabrica a água e o esgoto tratado é água para muitas utilizações; não para beber, é certo, mas, por exemplo, para lavar o chão, as ruas ou regar os campos, como também os campos de golfe”, afirmou o Ministro. E acrescentou:

“Produzem-se anualmente 18 mil toneladas de lama no sistema de saneamento de águas, no tratamento de águas para nós bebermos, e 570 mil toneladas no sistema de tratamento de águas residuais. E tudo isto pode, as mais das vezes, ser matéria-prima. Muito do que está aí é matéria orgânica e o que não é matéria orgânica é, muito provavelmente, um conjunto de produtos que, devidamente separados, podem voltar a ser matéria-prima.” O Ministro deixou também, neste contexto, um desafio aos industriais de vários ramos, incluindo a suinicultura, lembrando que “têm de perceber que aquilo de que até agora se tentavam livrar, pode, afinal, ser coisas que têm valor e têm sobretudo um grande significado ambiental”.

Ao logo do dia muitos especialistas, quer da Águas de Portugal, quer da UTAD e de outras instituições de Ciência e Inovação apresentaram comunicações sobre as mais diversas vertentes da temática da água e saneamento, desde as questões de enquadramento legal, até à sua valorização económica e ambiental. No encerramento intervieram o vice-reitor da UTAD Jorge Ventura e a vice-presidente da Águas de Portugal, Fernanda Lacerda.

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