Movimento Causa do Douro defende posição dos viticultores em reunião com Ministério da Agricultura


O “Movimento Causa do Douro” reuniu com o Gabinete do Ministério da Agricultura, na sua sede em Lisboa, no passado dia 30 de junho, para “transmitir de viva voz as dificuldades e a ansiedade que os viticultores do Douro vivem face ao atual momento”. “Em cima da mesa estiveram algumas das medidas anteriormente enviadas pelo Movimento à Ministra da Agricultura, como forma de amenizar os impactos negativos da pandemia COVID-19 no setor do vinho na Região Demarcada do Douro (RDD)”, pode ler-se no comunicado em que o Movimento alerta que “poderá estar em causa uma catástrofe social e económica para os viticultores durienses, nomeadamente para os mais vulneráveis, os de pequena e média dimensão, e consequentemente toda a cadeia do setor vitivinícola da RDD”.

Nesta reunião, o Movimento Causa do Douro expôs o desbloqueio dos aproximadamente 10 milhões de euros cativos na Direção Geral do Tesouro, afirmando que é favorável, mas defende “que a narrativa em volta dos 10 milhões está a ser desvirtuada perante a Região, em particular por parte dos atuais representantes da produção” e espera que “esta questão não esteja a ser usada como uma espécie de “cortina de fumo” desresponsabilizando em certa medida as soluções e as ações emanadas pela produção no Conselho Interprofissional”. 

Além disso, o Movimento alertou e propôs que o apoio a destilação deveria ter uma majoração positiva e diferenciada face aos restantes territórios do país. “É do conhecimento de todos que a região Demarcada do Douro apresenta uma baixa produtividade e custos de produção mais elevados, devido ao facto de ser uma viticultura de montanha. Assim sendo apelamos para que seja considerado um reforço positivo”, declarou. 

Por fim, abordam também, alguns aspetos relativos ao processo eleitoral, dado que são um Movimento que se apresenta com uma candidatura encabeçada pelo viticultor Romeu Sequeira aos órgãos sociais da nova Casa do Douro. Nesse ponto, “compreendendo a sensibilidade do atual período epidémico e a proximidade com a realização da vindima”, solicitaram ao Ministério da Agricultura que a remarcação das eleições deveria ser feita  até ao mês de novembro, “de modo a colocar em prática, o mais breve possível, o novo sistema de representação dos viticultores”. “A defesa dos viticultores não pode entrar num vazio administrativo, num momento tão delicado como este”, concluíram.

Menu