No país dos Costas

Por: AF Caseiro Marques

No país dos Costas, estes parecem serem uns afortunados. Primeiro, há Costas por todo o aldo. Depois, aos Costas quase sempre tudo correu bem. Pelo menos foram conseguindo os seus objectivos, os Costas que foram aparecendo ao longo da história.

E veja-se a sorte que tem tido o actual Costa, o nosso Primeiro-ministro. Até o Presidente anda de volta dele, a apagiá-lo, sempre a concordar com ele, a defendê-lo, a dar-lhe orientações, a adiantar-se a ele, para lhe ensinar o caminho. Ou não fosse ele o Professor, o conselheiro, o analistas-mor do reino, o opinador. Opiniões não lhe faltam, mesmo que não tenha nada para dizer, mesmo quando ninguém lhe faz perguntas. E quando não tem que fazer, ele inventa. Quando não o convidam, ele faz-se convidado. Se há acidente por perto, ele aparece, nem que seja para estorvar. Se há Jamaica, ele vai até lá. Se há Tancos ele vai averiguar e quer tudo esclarecido, ainda que depois se esqueça e diga – ele e não só – que o Presidente não tem nada a ver com o assunto. Se houver incêndio, ele também sabe incendiar ou ajudar a apagar o fogo.

Pergunta-se, assim, que mais quer este Costa?

Vai aborrecer-se por o Presidente aparecer em todo o lado, por vezes antes dele? Não! Aproveita a boleia e desta forma acalma as hostes desavindas ou descontentes, porque sabe ter os “Costas Quentes!” Sim! Então os apaniguados do Costa não andam todos contentes com o apoio que ele deu ao Presidente para se recandidatar? Que melhor para o seu partido do que apoiar a recandidatura dele no próximo Inverno! A ajuda mútua tem funcionado tão bem!

E agora que vem aí dinheiro a rodos, anda o Costa todo satisfeito, com as hostes da esquerda, comunistas e bloquistas dominados. Os primeiros a poderem realizar a sua quermesse lá para Setembro nem que chovam raios e coriscos. As segundas, contentam-se com uns rebuçados, desde que isso as ajude a nãos erem ultrapassadas pelo CDS (moribundo) ou pelo CHEGA.

E como não bastava um Costa, eis que este Costa vai buscar outro Costa, um homónimo, desconhecido dos ministros, principalmente do Ministro das Finanças e até do Ministro da Economia. E com certeza de todos os outros. Só o Costa (o nosso Primeiro) sabia da existência do outro Costa.

E ele quer lá saber que os Ministros se sintam ofendidos por o Costa (o Primeiro) lhes passar um atestado de incompetência ao chamar o Costa (o Segundo), que vai mandar nisto, que vai dizer aos Ministros e a todos os portugueses onde e como vai ser gasto o dinheiro, caído do céu para gáudio e muita sorte do Costa (ambos os Costas), que vai fazer o programa que nos há-de finalmente tirar da cepa torta, da miséria.

À falta de um plano elaborado por um General, o Marshall, arranja-se um Costa para aplicar o Plano da UE.

Já começaram alguns, mesmo dentro do partido do Governo, a dizer que são Costas a mais. Mas ou não sabem História ou têm andado entretidos com estórias da Carochinha.

Todos devíamos saber (E quem anda na vida política por maioria de razão!) que este é um país de Costas.

Ora vejam a quadra que o povo (Portugal é um País de poetas!) engendrou na Primeira República, a propósito de um Costa, que foi um dos assassinos da família real, em 1908; de outro Costa que assassinou Sidónio Pais em 1918; e do regresso de Afonso Costa, do exílio, em Paris, disponibilizando-se para governar Portugal.

“Um Costa matou o Rei,

Outro Costa o Presidente;

Agora vem outro Costa,

Para dar cabo da gente.”

Como não há duas sem três, nem três sem quatro, agora vai haver ainda uma outra fase da nossa História a aguentar com os Costas. Mas desta vez é a dobrar.

Realmente, este país não iria a lado nenhum sem os Costas.

Mas como as acções dos Costas que nos antecederam não resolveram problema algum, antes ainda arranjaram outros mais graves, agora talvez lá vá mas com dois Costas de uma só vez!

Acreditam nisto?

1 – Li que Marcelo, o Presidente recebeu a Maçonaria em Belém. Os altos dirigentes desta sociedade secreta terão entrado por uma porta secundária. Costuma dizer-se, pela porta do cavalo. Despercebidamente. E pela porta do cavalo, saíram. E Marcelo, não informou antes, nem depois, que tinha os tinha recebido.

Não é mal nenhum perguntar porquê e de quê se esconde a maçonaria e …Marcelo!

E, em Belém, entra muito gente boa, mas também entram tantas cavalgaduras…

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