Nova adega da Lavradores de Feitoria é “rampa” para o crescimento

A Lavradores de Feitoria apresentou, na semana passada, a sua nova adega, sediada em Celeirós, Sabrosa. O edifício, projetado pelo arquiteto Belém Lima, representa um investimento de 3,5 milhões de euros, para melhorar as condições de produção e de trabalho da empresa.

Este novo espaço, possui um área de 3775 metros quadrados, uma capacidade para vinificar cerca de 900 mil litros de vinha e, dispõe, ainda, de duas linhas de receção de uvas, lagar, cubas de inox, uma zona de armazenamento do vinho e uma cave de barricas com condições “exemplares” ao nível térmico e acústico.

Segundo Olga Martins, diretora executiva, este novo passo, era um projeto que estava guardado há algum tempo dado que esta foi “a primeira adega do Douro” em que o arquiteto Belém Lima trabalhou.

Sobre estas novas instalações, a responsável salientou os desafios ao nível arquitetónico que tiveram de ser ultrapassados, nomeadamente ao nível acústico e térmico, “Ao nível da funcionalidade, procuramos fazer uma adega esteticamente bonita, que comunica qualidade a um preço muito contido”, referiu Olga Martins, realçando que, ao nível da receção foram utilizados materiais nobres, mas que, na adega em si, foi feita a aposta no minimalismo funcional. “Houve muita eficiência, em termos de construção, nos materiais escolhidos e houve realmente um trabalho muito estreito com o arquiteto”, reforçou, louvando a grande flexibilidade por parte de Belém Lima.

De referir que a adega, anteriormente sediada na zona industrial de Sabrosa, onde enfrentava constrangimentos ao nível de espaço, está agora localizada numa quinta de 6,7 hectares de vinha, em modo de produção biológico.

Além disso, de salientar a preocupação dos responsáveis em enquadrar este espaço com a natureza envolvente, através do revestimento da adega com painéis de cor escura, idênticos ao xisto das vinhas. “Procuramos fazer com que tivesse o menor impacto possível ao nível visual”, explicou Olga Martins.

Com esta nova etapa, a representante destaca a possibilidade de apostar no enoturismo “uma valência muito importante” tornada possível através deste novo investimento que “é uma rampa para a empresa crescer”.

De referir, ainda, que com esta intervenção, além das condições de produção, foram melhoradas as condições de trabalho para os funcionários, cujo número, no futuro, poderá crescer.

Cláudia Richard

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