O Chega

Caseiro Marques

Por: A.F. Caseiro Marques

Não retiro valor ao BE e ao PCP quando reclamam melhores salários para os trabalhadores. Nem quando pedem e exigem o aumento do salário mínimo. 

Efectivamente, já não sei como se consegue viver com os salários que se pagam em Portugal, com excepção da função pública. 

Já soube como se vivia com muito pouco, antes do golpe de 25 de Abril de 1974. E posso dizer, por experiência própria, que não era nada fácil. Muitas restrições, muito comedimento nos gastos, nada de comer nos restaurantes, nada de extras, nem de brinquedos para as crianças, roupas novas poucas e apenas nas grandes festas (Natal, Páscoa e casamentos) e nada mais.

O BE também tem mérito quando exige – e bem – que não entre mais dinheiro para o Novo Banco. E em muitas outras coisas mais.

Mas, sejamos claros, o que levará muita gente a dizer que vai votar em André Ventura? Vejam-se as sondagens conhecidas no último fim-de-semana.

Não vale a pena gritar que ele é fascista, reaccionário. Eu já fui chamado por alguns desses nomes, no tempo do PREC. E não entendo não me considero nem uma coisa nem outra. Sou, simplesmente, democrata, detesto ditaduras, quaisquer ditaduras, e gosto que me respeitem e respeitem os meus direitos. As pessoas estão fartas desta maneira de fazer política. São os partidos do poder e designadamente os da esquerda que estão a fazer com que as pessoas se virem para a direita. Ponto final!

E a questão está em que não se vê ninguém do BE e do PCP a falar em aumento de produtividade. Nem em trabalhar mais horas. Nem em ser mais exigentes com a formação dos trabalhadores, para poderem trabalhar melhor, produzirem mais e poderem auferir melhores salários. Nem em exigir que os gestores façam melhor gestão das suas empresas. E menos ainda que os políticos gastem bem o dinheiro dos nossos impostos que nos esmifram.

Depois, berram contra os patrões e querem que as empresas com lucros não despeçam trabalhadores. Mas, afinal, quem manda nas empresas? O Bloco de Esquerda? Sempre o mesmo ódio a quem tem alguma coisa, sabem eles com que sacrifícios.

Porque é que as pessoas dizem que estão fartas do Presidente Marcelo e se refugiam no CHEGA?

Porque estão fartas da esquerda que apenas sabe reivindicar e exigir apoios sociais. Por exemplo, agora, o Estado não exige saber os rendimentos dos filhos para calcularem o rendimento social dos idosos.

O Código Civil diz que os filhos são obrigados a prestar alimentos aos pais, quando estes necessitam.

Porque hei-de ser eu a pagar impostos para acudir a quem precisa, se são os filhos dessas pessoas que vão herdar os bens – poucos ou muitos – dessas pessoas! 

Ou não sabem que muitas dessas pessoas recebem o complemento solidário e as suas reformas e não os gastam. Ainda o cá deixam para os filhos.

Será isso justo?

Depois aqui d’El rei que o CHEGA é isto e aquilo. Cheira a medo!

Eu teria mais medo se o BE e o PCP chegassem ao poder. Partidos que apoiam os regimes que vigoram na Rússia, na Coreia do Norte, em Cuba e na Venezuela!

1 – APOSTA. Não sou de apostar em jogos de fortuna e azar. Nem me dedico a entreter-me armado em adivinho e muito menos acredito em bruxedos, predizer o futuro. Isto, embora seja das terras do Gonçalo Annes Bandarra, de quem, passados quinhentos anos, ainda se fala, não apenas em Trancoso, mas no país todo. Mas ou muito me enganarei ou, se o PSD encontrar um candidato minimamente credível, o Partido Socialista deve preparar-se para ter uma surpresa no resultado das próximas eleições autárquicas. Vai uma aposta?

2 – Um professor foi assassinado em Paris, por um cidadão muçulmano que se sentiu ofendido. Alguém se indignou em Portugal? A Esquerda apercebeu-se do crime? A FENPROF, do inestimável Nogueira, disse alguma coisa em defesa deste colega que se limitou a falar no direito à liberdade de expressão numa aula dedicada ao tema e mostrou as caricaturas de Maomé.

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