“O Ensaio dos Abutres” traz questões ambientais à cena

Vai estrear, esta sexta-feira, dia 25 de setembro a criação coletiva “O Ensaio dos Abutres”, uma peça de teatro que tem como objetivo central mudar os adjetivos que estão associados a estas aves necrófagas. 

Na origem deste projeto, está a colaboração da Peripécia Teatro com a Organização não Governamental de Ambiente (ONGA) que procuram alertar para a importância dos abutres. “O espetáculo é uma criação coletiva na qual trabalham dois atores e dois músicos, e vem de um trabalho prévio de vários meses nos quais improvisamos sobre temas relacionados com os abutres, tendo como objetivo mudar o ponto de vista errado que há sobre esses animais”, explicou Luís Blat, o diretor artístico, sublinhando que este espetáculo pretende provocar uma reflexão para que a “gente saia um pouco mudada”. “É isso que se pretende no teatro”, concluiu.

De facto, esta peça de teatro gira em torno do abutre e do homem, transpondo características de um para outro, num nível metafórico, associando estes pássaros às pessoas marginalizadas da sociedade. “Quisemos associar esse conceito à forma que temos de olhar para os outros, por cima do ombro, sem saber exatamente quem são, o que fazem e o que sentem”, referiu Luís Blat.

Toda esta transfiguração é posta em cena através da dança, da música e da palavra, num processo de mudança constante de linguagem teatral que transporta o espetador do riso à reflexão, passando pelos arrepios. 

Uma encenação exigente Para os atores, Noélia Domingez e Sérgio Agostinho, do ponto de vista da performance, este espetáculo é rigoroso, dada a constante mudança de linguagem teatral. 

Notícia completa na Edição nº 728, amanhã nas bancas.

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