Paulo Costa: decorador de grandes carros pequenos

No passado dia 7 de junho, no Museu de Arqueologia e Numismática, foi inaugurada a exposição coletiva de fotografia sobre o 29º Circuito Internacional de Vila Real, patente até dia 31 de agosto. Neste espaço dedicado às corridas, foram exibidas fotografias que atestam da passagem do WTCC e ETCC pelo circuito de Vila Real, da autoria de Kiko Vieira e Brito, algumas delas autografadas pelos pilotos. E, para além disso, pôde observar-se uma coleção única de miniaturas de carros que correram no Circuito Internacional de Vila Real, decoradas por Paulo Costa que as cedeu para esta ocasião especial.

A paixão de Paulo Costa pelas miniaturas começou desde cedo, em 1973, aos três anos, quando o pai o levou a assistir às corridas. Contudo, devido à sua tenra idade e à velocidade com que os carros passavam à sua frente, por sorte, conseguiu apenas ver um deles. “A um dado momento, avariou um carro, para infelicidade do Ernesto Neves que estava a 200 metros de cortar a meta, e foi o único carro que eu vi verdadeiramente. Como em casa tinha uma miniatura, um Camaro, igual ao do Ernesto Neves, esse passou a ser o meu preferido”, contou.

Desde então, a paixão pelas miniaturas de carros que passaram pelo Circuito Internacional de Vila Real nunca mais o deixou e foi em 2004 que começou o seu trabalho de decoração, aquando da vinda de David Piper a Vila Real. “Eu até tenho ali uma miniatura do próprio carro que está autografada por ele. Foi aí que começou a aparecer esta ideia de fazer mais carros, principalmente daqueles que correram na cidade de Vila Real”, explicou Paulo Costa.

Uma ideia que nem sempre é de todo repouso pois, tal como nos descreveu o colecionador, são raros as imagens e os registos a cores que existem dos carros anteriores a 1969. O que, muitas vezes, o levou a perguntar a pessoas que assistiram às corridas de então quais eram, por exemplo, as corres do carro em questão. Por tal razão, confessa que tem carros guardados pois ainda faltam alguns pormenores. “É preciso muita paciência”, frisou, acrescentando que, apesar de, por vezes, ser um trabalho demorado, isso permite-lhe, com o tempo, melhorar os pormenores dos carros à medida que vai descobrindo novas características sobre os mesmos. “Há miniaturas que eu faço e que, mais tarde, ao descobrir mais algumas coisas, aperfeiçoo-as e vou-me atualizando”, concluiu. 

CR

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