PSD acusa executivo municipal de “piorar” as condições de habitação no concelho

Na passada quinta-feira, dia 1 de agosto, o PSD de Vila Real, em conjunto com os vereadores do PSD à Câmara Municipal de Vila Real, realizou uma conferência de imprensa relativa à análise da proposta do Plano de Urbanização da Cidade de Vila Real, realizando, pela mesma ocasião, esclarecimentos e um alerta à população para esta matéria.

Para António Carvalho, o atual executivo municipal está a fomentar a desertificação dos espaços rurais, através da redução de 45% do solo urbano no perímetro do concelho. O que causará uma inflação nos preços da habitação e da construção, devido à elevada procura que existe no concelho, provocando, por sua vez, o abandono do mesmo pela população que não têm condições para “cá ficar”. Uma situação que ilustra o “desrespeito do direito constitucional à habitação”, com custos mais reduzidos.

“Podemos verificar que já estamos a baixar dos 50 mil. O que tem acontecido é que este plano impede a melhoria das condições de vida para os cidadãos”, explicou António Carvalho, acrescentando que este novo plano apenas irá beneficiar os proprietários de terrenos. “As pessoas não se vão fixar aqui só porque têm corridas, muitos foguetes no dia do S. João, ou porque têm muitas festas em determinados momentos. As pessoas fixam-se aqui porque têm emprego e melhores condições do que nos locais vizinhos”, frisou.

Uma falha na divulgação dos prazos e da informaçãoNesta conferência, o vereador do PSD adiantou que existe uma falha na divulgação da informação relativamente ao plano e aos prazos de discussão pública. Uma situação que, para o mesmo, poderia ser solucionada através da publicação da informação nos órgãos de comunicação social. “A população das nove freguesias deve ser alertada porque isto deve ser discutido. Por isso, solicitamos prazos de discussão pública superiores”, disse, acrescentando que este plano não serve os interesses da cidade, nem do concelho, mas que o executivo camarário apresenta alguma pressa para a aprovação das “normas provisórias”. 

Notícia completa na edição nº677, já nas bancas.

Menu