PSD de Vila Real preocupada com falta de vacinas no ACES Douro I

A Comissão Política de Secção do PSD de Vila Real realizou, esta tarde, uma “reunião urgente” com o ACES Douro I – Marão e Douro Norte, após esta entidade ter anunciado a rotura de stock das vacinas, devido a um atraso no seu fornecimento, o que provocou o cancelamento do programa de vacinação nas freguesias. “Percebemos que o ACES Douro I – Marão e Douro Norte, até sexta-feira, deixa de ter stock de vacinas e fica a aguardar a autorização superior para que, a partir de 30 de novembro, possa ter acesso a cerca de duas mil vacinas que faltam para cumprir os compromissos que tem e, de alguma forma, para servir todas as necessidades que ainda existem, fruto das inscrições nas próprias juntas de freguesia”, explicou Nataniel Araújo, presidente da Comissão Política de Secção do PSD de Vila Real, deixando um apelo para que, quando as cerca de 112 mil unidades forem entregues à ARS Norte, esta liberte as duas mil vacinas para que o ACES Douro I consiga atender todos pedidos que tem neste momento. 

Ao NVR, Nataniel Araújo disse que querer “chamar a atenção para o facto de não estarem vacinados todos os doentes de risco e todos os doentes com mais de 65 anos, para cumprir os objetivos a que o ACES se propôs, isto é, p programa de vacinação que vai atingir 65% desta população. “Estamos preocupados com esta situação porque houve uma campanha agressiva, e bem, de apelo à vacinação, e estamos a chegar à conclusão de que as pessoas de risco e todos os grupos que estão identificados na norma que foi alterada este ano, fruto, da Covid-19, não estão a ser todos abrangidos. Há falta de vacinas para chegar a todos. É essa preocupação que nós manifestamos e queremos, de alguma forma, alertar para que o concelho de Vila Real não seja esquecido e que, rapidamente, se reponham os stocks para retomar o programa de vacinação nas freguesias que veio ajudar anão haver fluxo nos centros de saúde, que é um bom programa, mas que falhou por não haver abastecimento regular do lote de vacinas”, explicou Nataniel Araújo.

Além disso, a Comissão Política de Secção do PSD de Vila Real afirmou que vê “com bons olhos” a criação do call center por parte do ACES, que “vai suprir as necessidades de atendimento às pessoas e, de alguma forma, aliviar a carga burocrática dos centros de saúde”. “Aquilo que desejamos foi que, o call center entre rapidamente em funcionamento, para que as pessoas se sintam mais protegidas e acompanhadas numa altura em que estamos a atravessar uma pandemia que provoca a instalação do medo se não houver um contacto do outro lado. Esta é uma boa medida, se for eficaz para conseguirmos atuar rapidamente” frisou o presidente da comissão.

Outro ponto abordado nesta reunião, foi a preocupação com a falta de meios na Unidade de Saúde Pública, apesar do reforço que foi feito, para acompanhar o aumento dos casos de Covid-19. “ É humanamente impossível acompanhar todos esses casos. Registamos o esforço que é feito no reforço desta unidade de saúde, mas é curto para aquilo que o nosso concelho está a atravessar e para aquilo que todos nós estamos a precisar. O PSD também manifesta aqui a sua preocupação e, de alguma forma, quer chamar à atenção para reforçar e olhar para este assunto de uma forma para que todos saiamos melhor deste cenário”, referiu Nataniel Araújo. 

Por fim, o representante da Comissão Política de Secção do PSD de Vila Real explicou que foi abordada a forma como estão a ser feitos os testes, em protocolo com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), e o facto dos resultados serem transmitidos à Proteção Civil e ao Município de Vila Real. Nesse ponto, Nataniel Araújo afirmou este é “um bom procedimento, porque quem deve gerir estes dados são as entidades competentes e as unidades de saúde e não propriamente outras entidades que se fazem substituir à questão da saúde”. “À saúde o que é da saúde e aos municípios o que é dos municípios. Aquilo que é importante é que os municípios, e nomeadamente o município de Vila Real, proporcione às unidades de saúde meios e condições para que estas executem o seu trabalho de uma forma eficaz e que, de alguma forma, sejam eles os responsáveis pela gestão da saúde e não o contrário”, concluiu o representante.

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