QUERCUS denuncia abatimento de 40 árvores

No passado dia 17 de julho, a QUERCUS dirigiu uma carta ao Executivo Camarário de Vila Real a propósito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) e do número de árvores a ser abatidas na remodelação da Avenida Carvalho Araújo.

Nesse documento, a organização não governamental centrou vários tópicos: o eixo relativo à promoção da mobilidade sustentável, no qual adiante que “as Ações da Mobilidade Urbana Sustentável para Intervenções Cicláveis são modestas”, pois resumem-se à ligação entre a cidade e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD); quanto à intervenção da Avenida Carvalho Araújo, a QUERCUS defendeu que “muito dificilmente vai alcançar os objetivos pretendidos e que não vai refletir os Eixos Estratégicos e os Objetivos do PEDU” dos quais destacaram a melhoria da qualidade do ar, a redução do ruído e o reforço da zonas de estadia e circulação pedonal. Objetivos que, segundo a organização, não serão atingidos devido ao corte de cerca de 40 árvores que terão “impactes negativos no clima e noutros indicadores ambientais”. Defesa que apoiam com estudos recentes que confirmam aumentos da temperatura do ar, alterações da humidade e aumento da poluição do ar.

Para além disso, reforçam a ideia negativa que têm desta alteração, adiantando que “o corte de árvores, a destruição dos canteiros existentes e a impermeabilização do solo devido à colocação de pavimento na maior parte da área comtemplada pelo projeto, além e descaracterizar a Avenida, irá ter consequências, na prevenção de cheias urbanas e na diminuição de biótipos para a flora e fauna em meio urbano”, afirmou a organização, acrescentando que esta alteração iá expor a avenida ao sol, o que diminuirá as atividades de convívio. “A requalificação deveria ser feita mantendo os mesmos materiais”, concluíram.

CR

Menu