R.I. 13  celebra Aljubarrota e La lys

Geral

O R.I. 13 celebrou os cem anos da batalha de La Lys, ocorrida no dia 9 de Abril de 1918 e o dia da Infantaria que celebra a vitória do exército português sob o castelhano, em Aljubarrota, com uma parada militar na Avenida 5 de Outubro, local de onde partiram, de comboio, os militares  do B.I.13 que integraram  o Corpo Expedicionário Português, em França. Seguiu-se a apresentação do livro, de Ribeiro Aires,  Vila Real – R.I. 13, Memória da Grande Guerra, no auditório do R.I.13, terminando esta  celebração após o que houve um almoço no regimento. Estiveram presentes o Vice-Chefe do Estado Maior do Exército, Tenente General Fernando Campos Serafino, o Comandante das Forças Terrestes, Tenente-general Guerra Pereira, Comandante da Escola das Armas, Brigadeiro-general Ormonde Mendes, assim como os comandantes do pessoal, da Logística, da Brigada de Intervenção, respectivamente tenentes-general Fonseca e Costa, Coiás Ferreira, Brigadeiro-general Xavier de Sousa e ainda o Tenente-general Martins Pereira e major Aníbal Flambó. O corpo militar em parada era oriundo de várias unidades militares.

O Tenente-general Fernando Serafino, na sua alocução,  começou referiu-se às duas batalhas os dois grandes momentos da infantaria portuguesa – Aljubarrota  La Lys –  como “relevantes para Portugal e para o Exército”. Aquela, porque, “foi uma das mais importantes batalha na nossa História, decisiva para a afirmação de Portugal, como reino independente.” A vitória portuguesa foi brilhante dada a desproporção de forças, “que muito se ficou a dever ao Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira”. Foi no dispositivo do quadrado que os “infantes portugueses, humildes, calados e sombrios aguardavam a investida da cavalaria castelhana, colocado sob  contingência de morrer a combater pelo seu reino. (…) Com esta vitória pôs-se fim a crise dinástica de 1383-1385 e consagrar  a soberania de Portugal, livre e independente. No plano militar consagrava-se também a infantaria como rainha das armas, pelo papel decisivo que assumiu na  batalha e D. Nuno Álvares Pereira como patrono da infantaria portuguesa.” Dissertou depois sobre  Batalha de La Lys, sublinhou o grande ataque alemão que caiu sobre a frente portuguesa, “obrigando os nossos militares a defender as suas posições, resistindo com os meios  que dispunham e com a valentia e a bravura que mais tarde lhes foi justamente reconhecida, prestigiando assim Portugal em terras francesas.”

Como terceira nota do seu discurso, o Vice-chefe  do Estado Maior do Exército referiu as muitas actividades e acções militares realizadas  pelo R.I. 13 a nível  interno e externo, contribuindo, neste caso para a paz e segurança internacional.

A cerimónia continuou com a distribuições de prémios e a atribuição de medalhas a várias militares, terminando com o desfile militar.

RA

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