Racismo

Por: A.F. Caseiro Marques

Começo por dizer que me repugnam todas as atitudes racistas e manifestações de violência ou ameaças sejam elas dirigidas a quem forem.

Por estes dias, muito se tem falado da existência de racismo em Portugal. Como se noutros países não houvesse racismo. E como se o racismo existisse apenas de brancos em relação aos negros, ou a outras raças. Como se os indivíduos de raça negra não alimentassem sentimentos racistas em relação aos de raça branca. 

É ou não verdade que existe racismo dos negros em relação aos de raça branca? 

E não existe racismo e xenofobia de indivíduos de outras raças em relação aos brancos, apenas por serem brancos ou tão só europeus?

Veja-se como os de religião muçulmana olham para as pessoas de religião diferente e designadamente as de religião cristã. 

Portanto, não admira que em Portugal existam pessoas que revelam, em algumas situações, sentimentos e profiram declarações racistas em relação a indivíduos de outras raças e credos. Sempre assim foi e sempre assim será.

Mas existe um sector na nossa sociedade que apenas olha para um dos lados. E são os mesmos que ignoram outras situações de discriminação. E alguns deles até se comprazem em apoiar e aplaudir certas atitudes de certos sectores da população quando apresentam manifestações de ódio contra outros sectores com os quais não se entendem. 

Muitos há que se calam perante ataques, crimes, cometidos contra certos sectores da sociedade, desde que não sejam da sua cor ou religião. 

Não é verdade?

Não ouvi uma única palavra de repúdio da nossa extrema-esquerda contra os ataques e assassinatos de pessoas de religião católica praticados por indivíduos de outras religiões.

Serve isto para dizer que gostava de ver a nossa extrema-esquerda a manifestar-se não contra o racismo ou a sua existência, mas antes contra a violência que é o que nos deve preocupar.

É! 

O problema está na violência como têm escrito muitos pensadores e políticos sérios designadamente a propósito do que se tem passado nos USA. 

O problema está na violência que se manifesta actualmente nas nossas sociedades e não no racismo.

Quem pratica a violência não olha à cor da pele. Só em casos muito extremos, de gente muito mal formada, se observam situação em que a razão para os ataques se baseiam apenas na cor da pele.

Deixo a parte séria do assunto para contar uma estória que ouvi de um antigo funcionário da autarquia de Vila Real, o qual, depois de se reformar, realizou acções de formação e de apoio a autarquias em Angola. Ele e outros ajudavam as autoridades concelhias daquele país a organizar os serviços, davam formação, elaboravam regulamentos, definiam regras, traçavam objectivos e, de tempos a tempos, deslocavam-se para avaliarem os progressos feitos.

Certa vez, deslocou-se a Angola para monitorizar o funcionamento dos serviços de uma determinada Câmara. Chegou, andou pelos diferentes serviços e foi dar conta do resultado ao Presidente daquela municipalidade.

Expôs a situação, informando e relatando que, afinal, os resultados eram muito maus, pois os funcionários não ligavam nada ao que lhes era pedido, desleixando-se do cumprimento das regras, antes estabelecidas, e borrifando-se para as tarefas e os planos traçados.

Contou-me que o Presidente da Câmara, homem de raça negra, depois de o ouvir, se virou para ele e lhe respondeu:

– Ó Senhor F… O que quer? São pretos!

Ninguém se lembraria de acusar este Presidente da Câmara de racismo.

1 – Marcelo. Marcelo, o Presidente da República está de volta. Anda num frenesim tremendo, prestando declarações aos órgãos de comunicação social, a propósito de tudo e de nada. Declarações absolutamente inócuas, vazias, apenas para mostrar que está vivo. 

Desta forma se substituindo ao Primeiro-ministro, Costa, que vai esfregando as mãos de contente, por não ter de se comprometer com o que se passa nos lares, no Novo Banco e nas demais trapalhadas que vão animando a nossa triste e pacóvia pacatez sazonal. 

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