Rádio Universidade FM boicota ações de campanha locais às legislativas

A rádio Universidade FM (UFM) anunciou que irá avançar com um boicote às ações de campanha no âmbito das eleições legislativas de outubro. Uma tomada de posição que este órgão de comunicação social justifica com o facto da classe política conhecer “há muito tempo” os problemas das rádios locais e não dar nem respostas, nem soluções para os mesmos, colocando uma série de entraves às rádios de proximidade que poderá levar ao fim destes órgão de comunicação “a muito curto prazo”. “Não somos de nos queixar. Os nossos problemas existem e vamos tentando resolvê-los dentro de portas. É, assim, natural que a população não se aperceba dos constrangimentos a que somos sujeitos”, frisou Luís Mendonça, diretor da UFM.

Segundo o diretor, todas as entidades às quais as rádios têm de prestar contas, públicas ou privadas, (como a ERC, a ANACOM e a SPA) “têm em consideração, nas suas taxas, o fator de progressão, atendendo à realidade socioeconómica de cada local”. “Não há qualquer consideração a este aspeto”, referiu o jornalista.

Devido a esta forma de proceder que asfixia as rádios de proximidade portuguesas, a rádio UFM, decidiu boicotar todas as ações de campanha das eleições legislativas, tal como o fez nas eleições europeias. “Os políticos não ouvem as rádios. Chegou o momento de não ouvirmos os políticos”, defendeu o diretor da UFM.

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