Reflorestação no concelho de Chaves já se encontra em execução

O Município de Chaves procedeu, hoje, à assinatura dos Protocolos de Cooperação com os Gestores dos Terrenos Baldios de Anelhe, Souto Velho, Arcossó, Vilarinho das Paranheiras e Rebordondo, para a reflorestação prevista, ao abrigo do Quadro de Medidas Compensatórias decorrentes do Projeto do Sistema Electroprodutor do Tâmega.

Para minimizar os impactos negativos decorrentes da construção das barragens do Sistema Electroprodutor do Tâmega, a autarquia flaviense avança com a reflorestação de 99 hectares, a executar em parcelas municipais, como a Quinta do Rebentão e Quinta da Freixeda, bem como em baldios das localidades de Arcossó, Souto Velho, Vilarinho das Paranheiras, Anelhe e Rebordondo.

Dada a maior proximidade das entidades gestoras dos Baldios ao território em causa, entendeu o executivo municipal que a execução das intervenções nestas áreas deveria ser desenvolvida diretamente pelas mesmas, através da definição dos termos e condições relativos à sua operacionalização e de uma comparticipação financeira.

O conjunto de intervenções terá um custo total de cerca de 730 mil euros, assumidos pela empresa Iberbrola Generación S.A.U, com execução prevista até 2023. Os trabalhos preveem também ações de manutenção, a executar posteriormente, conforme as necessidades registadas nas parcelas intervencionadas.

Para o autarca flaviense, Nuno Vaz, “as medidas a implementar visam sobretudo tornar o território mais resiliente e capaz de se defender face a desastres ambientais resultantes dos fogos florestais cada vez mais intensos e danosos. Na lógica da defesa da floresta a reflorestação com espécies autóctones incrementa a biodiversidade. Pretende-se ainda, com outras ações, assegurar também uma melhor operacionalidade e eficiência no socorro e na proteção de pessoas e bens, em colaboração com o Serviço Municipal de Proteção Civil, permitindo assim alcançar maiores níveis de segurança em resposta às populações.”

Serão plantadas cerca de 60 mil árvores, espécies autóctones, das quais se destacam o carvalho-negral, o sobreiro, a cerejeira-brava, o plátano-bastardo, o carvalho alvarinho, o medronheiro, bem como a bétula. No que se refere às intervenções nas áreas de pinheiro, estas visam realizar ações de limpeza e desbaste e desramação dos povoamentos existentes.

Das ações previstas realçam-se as relacionadas com a melhoria da biodiversidade em massas florestais de regeneração de pinheiro, a plantação de folhosas de espécies autóctones e a recuperação das florestas de ribeira e melhoria da conectividade longitudinal dos cursos fluviais.

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