Regia-Douro Park: 4 anos de crescimento sustentável

O Regia-Douro Park, parque de ciência e tecnologia vila-realense, foi inaugurado em maio de 2016, com o objetivo de desenvolver o tecido comercial na região. Quatro anos depois, esta missão continua a ser o centro da sua estratégia dado que, segundo Nuno Augusto, diretor-geral, “hoje, cada vez mais temos de pensar local e não global”. “Sentimos que temos que nos adaptar e pensar no desenvolvimento da nossa região constantemente, apostando nos nossos produtos, na nossa natureza e na nossa imagem de marca.  É cada vez mais importante ter este tipo de infraestrutura, para que possa alavancar o tecido económico das regiões onde estão integradas”, sublinhou.

Hoje, as instalações e serviços do Regia-Douro Park dividem-se pela Incubadora e Aceleradora de empresas, pelo Centro de Excelência de Vinho e da Vinha, pelo Douro Business Center e pelos lotes empresariais que, segundo o diretor-geral, fornecem “todo um trabalho de apoio à dinâmica” nas diferentes áreas em que este parque se centra, tais como, a área agroalimentar, agroindustrial, enologia, vitivinicultura, economia verde, valorização ambiental, entre outras. 

Além disso, as empresas têm a vantagem de serem integradas num ecossistema empresarial favorável, podendo conviver com empresas que já têm “alguma dimensão” e “um percurso no mercado de alguns anos”. “Isso permite que atinjam rapidamente uma fase de maturidade que, se estivessem sozinhas, não alcançariam, descreveu Nuno Augusto, realçando que também beneficiam do apoio de toda a estrutura, quer a nível de apoios de financiamento, de apoios na procura de mercado, etc.  

De realçar, ainda, que a “marca” Regia-Douro Park transmite um sentimento de confiança ao próprio consumidor e às empresas que recorrem aos seus serviços, dado que, de acordo com o diretor-geral, o parque é contactado para “aconselhar alguns negócios ou dar informações sobre determinadas empresas” instaladas no seu espaço. “Ser uma empresa Regia-Douro Park, hoje, significa passar por algum crivo, ou seja, o negócio é minimamente validado. Certas vezes, rejeitarmos ou dissuadirmos alguns investidores nalguns negócios que temos a certeza de que não terão sucesso. Essas situações acontecem e é esse crivo que permite que o sucesso seja maior e mais fácil”, explicou Nuno Augusto.

Parque não parou de crescer e “quer mais”

No ano da sua inauguração, o Regia-Douro Park contabilizava 38 entidades e 138 postos de trabalho. Com o passar do anos, este valor foi aumentando gradualmente e, em 2019, alcançou as 82 entidades e os 477 postos de trabalho, perfazendo um volume de negócios de 58, 6 milhões de euros, dos quais, mais de um milhão é relativo a exportações.

Ainda que este crescimento seja uma boa notícia, trouxe consigo uma necessidade de crescimento. De facto, devido à elevada procura, as instalações da incubadora e da aceleradora de empresas e os lotes “têm estado completamente ocupado”. “Estamos num momento em que precisamos de dar o salto e passar para uma segunda fase de crescimento dos edifícios de aceleração e incubação, por forma a dar mais força às próprias empresas. Quanto maior for a rede e o ecossistema,  maior será a possibilidade e a probabilidade de haver sucesso na criação dos negócios cá, dado que o funcionamento em rede permite que as empresas tenham benefícios de crescimento e que haja uma interajuda entre as próprias empresas. Assim, o sucesso será mais facilmente atingido”, frisou Nuno Augusto. 

De sublinhar que, neste momento, o Regia-Douro Park está a aguardar a abertura de uma candidatura para um investimento de cerca de dois milhões de euros para a construção de um novo edifício. Entretanto, foi aprovado, na última assembleia municipal, a contração de um empréstimo bancário até ao valor de um milhão de euros para financiar a aquisição de terrenos para o aumento da nova zona industrial de Constantim que, segundo Nuno Augusto, “será um grande atributo para as novas empresas”. 

O Regia-Douro Park quer aumentar instalação

Quando questionado sobre o futuro deste parque de ciência e tecnologia, Nuno Augusto explicou que gostaria de que o Regia-Douro Park pudesse triplicar a sua capacidade de instalação, atingindo as 200 entidades e os 1500 postos de trabalho. “É um objetivo ambicioso, mas acho que poderá́ ser possível. Se virmos os dados estatísticos que saíram há pouco tempo [na Pordata], dizem isso mesmo: no concelho, houve um crescimento do numero de empresas e do numero de empregos. Esses dados deixam-nos tranquilos, dão-nos alguma confiança  e deixam-nos realizados no que diz respeito ao trabalho que temos feito nos últimos anos”, concluiu Nuno Augusto.

Recorde-se que o Regia-Douro Park é promovido pelo Município de Vila Real, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e pela Portuspark – Rede de Parques Tecnológicos e Incubadoras, assumindo-se como um pilar no desenvolvimento económico integrado, apostando nas fortes valências da UTAD e da Região.

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