Regia-Douro Park adere à Rede Nacional de Espaços de Teletrabalho

O Regia-Douro Park, acolheu, esta manhã, a cerimónia de assinatura relativa ao acordo de colaboração e inauguração do Espaço de Teletrabalho/Coworking em Vila Real, passando o parque de ciência e tecnologia vila-realense a fazer parte da rede nacional de espaços destinados ao trabalho à distância.

Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial que marcou presença nesta cerimónia, relembrou que este é 89º espaço que adere à rede, que, recorde-se, iniciou o seu percurso com 58 locais. “É com grande alegra que alargamos a nossa rede ao Regia-Douro Park”, declarou a Ministra, sublinhando as mais-valias desta expansão para os trabalhadores deslocados, que terão ao seu dispor um espaço “que reúne todas as condições”.

De facto, graças a esta rede, foi criada a possibilidade dos trabalhadores deslocados, incluindo os da administração pública, deixarem as áreas mais urbanas do pais, “para os seus territórios de origem”. “Os trabalhadores poderão continuar a trabalhar a partir destes espaços para o seus serviço de origem”, destacou Ana Abrunhosa, acrescentando que, atualmente, já há cerca de 150 trabalhadores da administração pública, maioritariamente técnicos superiores, que manifestaram a intenção de aproveitar esta oportunidade.

De salientar que estes 150 trabalhares, representa o número equivalente de famílias que vêm para o interior. Número que, para a Ministra da Coesão Territorial, é ouro, “porque aquilo de que o território precisa é de pessoas”.

Recorde-se que o espaço de cowork já existia no Regia-Douro Park desde o início da sua atividade, tendo sido alargado por causa da pandemia que “levou muitas gente a repensar a sua forma de trabalhar”.

Segundo Nuno Augusto, presidente do Regia-Douro Park, o objetivo deste espaço é dar as melhores condições possíveis aos trabalhadores deslocados, a um preço acessível. De referir, ainda, que o espaço pode acolher 60 pessoas.

Fujitsu apresentou carta de compromisso

“Teletrabalho no interior: vida local, trabalho global” é o nome da carta de compromisso com a Rede de Espaços de Teletrabalho/Coworking nos territórios do interior que a empresa Fujitsu apresentou esta manhã.

E, tal como o nome indica, este documento permitirá, por um lado, que a empresa tenha colaboradores a trabalhar a partir dos municípios aderentes, como é o caso de Vila Real, e, por outro, criar novas oportunidades para quem vive no interior não precisar de se deslocar para ter uma oportunidade de carreira na área das tecnologias de informação.

No total, segundo Carlos Neves, representante da Fujitsu, a empresa conta com nove colaboradores em Vila Real e pretende que esse número aumente.

Para a Fujitsu, esta colaboração representa um vasto leque da mais-valias dado que, reduz a pegada ecológica, fazendo com que os trabalhadores não se desloquem à sede situada na capital, e luta contra as desigualdades, oferecendo a possibilidade de trabalhar na área a pessoas que não estejam localizadas nas grandes cidades.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, reforçou que “esta mudança de mentalidades será muito importante para o concelho”. “Quero acreditar que esta iniciativa será importante para Vila Real, [fazendo com que] o local em que se nasce ou cresce não significará perder oportunidades de trabalho e negócio, desde que exista uma rede de suporte adequado”, disse.

Sobre a presença da Fujitsu em Vila Real, Rui Santos confessou estar “muito satisfeito”, posto que significa que o atual executivo “continua a avançar no sentido correto para o desenvolvimento do concelho”.

Por fim, o autarca realçou que a “esperança do alargamento do Regia-Douro Park foi consolidada”, visto que, durante a cerimónia, “foi fito de forma clara que quer no próximo quadro comunitário (…) quer no Plano de Recuperação e Resiliência, haverá verbas para que tal aconteça”.

Notícia completa na próxima edição

CR

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