“Ser mãe é dar o máximo todos os dias”

Para homenagear as mães que celebram o seu dia a 2 de maio, o Notícias de Vila Real esteve em conversa com Isabel Lúcio, uma “supermãe”, enfermeira e fundadora da IPSS CoopCuidar. O gosto de Isabel Lúcio pelo apoio ao próximo começou cedo e, desde então, tem-na acompanhado ao longo da sua vida. De facto, além de se dedicar à enfermagem, dedica-se à instituição de que é fundadora, a CoopCuidar, uma IPSS que tem como objetivo promover e apoiar o portador de deficiência, bem como prevenir situações de risco, favorecendo a sua capacitação à inclusão social. “Sempre gostei da área da saúde porque senti que podia ser útil à sociedade ajudando ao próximo. Ser enfermeira é cuidar e colorir a vida do próximo”, reforçou a enfermeira, realçando que adora tudo o que está relacionado com a saúde mental, apesar de ser uma área da saúde descurada que é cada vez mais necessária no país.

Mas como é que se é mãe, enfermeira e voluntária? A esta pergunta Isabel respondeu explicando que ser mãe possibilita uma aprendizagem valiosa de gestão e adaptação dos horários: “Os filhos, o trabalho e a empresa fazem com que o papel de mãe seja mais flexível e, no dia a dia, vamo-nos adaptando. Todos os dias são diferentes, mas à medida que o tempo passa, os filhos entendem e valorizam o nosso trabalho. Vão aprendendo e tornando sua a persistência que temos para atingir as nossas metas”, referiu.

“Nunca pensei ser mãe”

A meio da carreira, a enfermeira flaviense deparou-se com um acontecimento que não esperava, mas o destino encarregou-se de a surpreender com a chegada de “uma princesa” que lhe trouxe “um sentimento único”. Esta surpresa fez com que a sua vida ganhasse um novo sentido, uma parte que desconhecia, mas que faltava, pois já não vê a vida sem ela. “Pergunto-me o que seria de mim sem a minha filha, esta bênção, este amor incondicional, cumplicidade, partilha e sentimentos. Ser mãe é maravilhoso”, declarou.

A profissional de saúde diz que trabalhar, gerir um negócio e ser mãe são tarefas difíceis de conciliar, todavia com “carinho e dedicação, tudo se faz” e acaba por se tornar uma aprendizagem que serve de exemplo para os mais novos. A profissão obriga-a a “dar tudo de si todos os dias”, tirando-lhe os “fins de semana e feriados, trabalhando a vida toda”, contudo o sorriso da filha “é a recompensa” de todo o trabalho.

De facto, apesar dos seus 15 anos, a filha de Isabel quer seguir-lhe os passos e já começa a pedir à mãe para se envolver no voluntariado. Esta iniciativa surge través do reconhecimento que tem pela sua “heroína” que a faz “querer dar continuidade ao seu contributo dedicado aos que mais precisam”. Para Isabel Lúcio, o envolvimento da filha é uma satisfação oriunda dos ensinamentos e da envolvência da profissão da mãe, que partilha as suas experiências em casa, tornando-se num verdadeiro elo entre mãe e filha. “Os filhos são o reflexo dos pais”, concluiu.

Rafaela Moutinho

Artigo publicado na edição nº 757 do Notícias de Vila Real

Menu